Emmanuelle de Dampierre (Roma, 8 de novembro de 1913 – Roma, 3 de maio de 2012) mais conhecida pelo seu título de cortesia de "Duquesa de Anjou e Segóvia", foi uma aristocrata franco-italiana.

Infância e juventude Primogênita do nobre francês Roger de Dampierre, 2º Duque de San Lorenzo Nuovo, Visconde de Dampierre, e da nobre e pintora italiana Princesa Vittoria Ruspoli, Emanuela nasceu em 8 de novembro de 1913 no Palazzo Ruspoli, em Roma.

Tanto sua família materna quanto paterna faziam parte da nobreza papal. Ela cresceu em Paris até o divórcio de seus pais em 1930, quando retornou com sua mãe ao Palazzo Ruspoli para viver com sua avó Josefina, Princesa de Poggio Suasa.

Casamentos Em 4 de março de 1935, ela se casou com o Infante Jaime, Duque de Segóvia, membro da família real espanhola, na Igreja de Santo Inácio, em Roma. Seu marido, filho do Rei Afonso XIII, nasceu surdo e mudo e teve que renunciar aos seus direitos ao trono espanhol. Embora tenha renunciado aos seus direitos ao trono espanhol, seu marido era o pretendente legitimista ao antigo trono francês e recebeu o Ducado de Segóvia de seu pai. Eles tiveram dois filhos:

Príncipe Alfonso, Duque de Anjou e Cádiz (20 de abril de 1936 - 20 de janeiro de 1989) Príncipe Gonzalo, Duque da Aquitânia (5 de junho de 1937 – 5 de março de 2000)

Jaime se tornou-se pretendente ao trono da França após a morte de seu pai, o Rei Afonso XIII, em 1941.

A partir dos anos 1940, passou a viver separada do marido num apartamento da família, em Roma.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, eles mudaram-se para Lausana para morar com a rainha Vitória Eugénia de Battenberg, a mãe do Infante Jaime. Depois, eles residiram em Roma.

Em 1947, Emanuelle e o Infante Jaime divorciaram-se em Bucareste. Ela casou-se pela segunda vez com Antonio Sozzani, um corretor da bolsa milanês, em Viena. Ela e Sozzani divorciaram-se em 1967.

Embora o seu primeiro divórcio tenha sido legalmente reconhecido em Itália, não foi reconhecido pela Igreja Católica nem pelos governos espanhol e francês.

Últimos anos De 1947 até sua morte em 2012, Emmanuelle foi considerada, tanto na Espanha, quanto na França e em muitos casas reales europeus, a verdadeira esposa do Infante.

A década de 1980 foi um período muito difícil para Emmanuelle. Após três anos de separação, seu filho mais velho, Alfonso, e sua esposa se divorciaram em 1982. Dois anos depois, em 1984, um grave acidente de carro tirou a vida do filho mais velho do Duque, Francisco de Borbón (1972-1984), enquanto Alfonso e seu segundo filho ficaram gravemente feridos. Finalmente, em 1989, Alfonso morreu devido a uma grave lesão no pescoço em um acidente de esqui nos Estados Unidos. Muitos anos depois, em 2000, o filho mais novo de Emmanuelle, Gonzalo, morreu de leucemia.

Em 2003, Emanuelle publicou um livro de memórias intitulado Memorias: Esposa y madre de los Borbones que pudieron reinar en España .

Emmanuelle, chamada Madame, e seu marido usavam o brasão real francês.

Ela morreu em 3 de maio de 2012 em Roma, após uma longa doença. Ela foi enterrada no jazigo da família Dampierre no Cemitério de Passy em Paris.

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