A eleição presidencial no Chile de 2025 foi realizada em dois turnos. O primeiro foi em 16 de novembro, e o segundo em 14 de dezembro, para eleger um presidente com um mandato de 4 anos. O segundo turno foi disputado entre Jeannette Jara, do Partido Comunista do Chile e José Antonio Kast, do Partido Republicano, em coligação com o Partido Social Cristão. Kast derrotou Jara com cerca de 58% dos votos, totalizando mais de 7 milhões de votos válidos.

Antecedentes

A eleição presidencial de 2021 elegeu Gabriel Boric, um ex-líder estudantil e militante de esquerda, ligado às Mobilização estudantil no Chile em 2011-2012, derrotando o conservador José Antônio Kast, com cerca de 55% dos votos. A vitória de Boric foi atribuída a uma mobilização da juventude, somada a insatisfação com a gestão de Sebastián Piñera, e a instabilidade económica, em razão da Pandemia de COVID-19. Sua campanha foi pautada em reformas sociais.Nos meados de 2023, a aprovação de Boric chegou a 28%, com 66% dos chilenos ouvidos considerando sua gestão "ruim". Analistas mencionaram a estagnação económica, impasses legislativos e descontento com a segurança pública como fatores primários. Análise

A candidata Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho no governo de Gabriel Boric, representava a coalizão Unidad por Chile, de esquerda, liderada pelo presidente Gabriel Boric, unindo o Partido Comunista do Chile, Apluebo Dignidad e o Partido do Socialismo Democrático. Ela venceu o primeiro turno com cerca de 26% dos votos, focando em pautas relacionadas a industrialização e segurança pública.

José Antônio Kast é advogado, e representava a coalizão ultradireitista Cambio por Chile, formada pelo Partido Republicano, Partido Cristão Social e Partido Nacional Libertário. Ficou em segundo lugar na primeira volta, com cerca de 24% dos votos, voltado para políticas anti-imigração e em segurança pública.

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