A Stock Car Pro Series, anteriormente conhecida como Stock Car Brasil, é uma modalidade de automobilismo criada em 1979, no Brasil.

Iniciou como monomarca, tendo o apoio da Chevrolet. Com o passar dos anos, outros fabricantes passaram pela categoria, como Mitsubishi, Volkswagen e Peugeot. Em 2017, a Chevrolet continuou como patrocinadora. Com trinta carros no grid, o campeonato é disputado em doze rodadas, sendo dez duplas, além da Corrida do Milhão e a grande final, que tem a pontuação dobrada. Atualmente conta com a Stock Light como categoria de base, em substituição ao Campeonato Brasileiro de Turismo.

História Década de 1970 Foi criada em 1977 para ser uma alternativa à extinta Divisão 1 (D1), que corria com as marcas Chevrolet (Opala) e Ford (Maverick). Isso ocorreu pelo desinteresse do público e dos patrocinadores por se tornar uma categoria monomarca, dada a superioridade dos modelos Chevrolet. Para que isso não ocorresse, a General Motors criou uma nova categoria, que unia desempenho e sofisticação. O nome emulou a famosa categoria americana, a NASCAR, desviava a atenção da marca única.

A primeira prova ocorreu em 22 de abril de 1979, no Autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul. O regulamento foi criado para limitar os custos, procurando equilíbrio, sem comprometer as performances das competições internacionais. A primeira edição contou com a presença de dezenove carros, todos do modelo Opala com motores de seis cilindros de 4 100cm3. A pole position da estreia foi do carioca José Carlos Palhares, o "Capeta", com o tempo de 1m23s. A prova foi vencida por Affonso Giaffone.

Década de 1980 thumb|Chevrolet Opala usado em 1988. Na época, o piloto retornava ao automobilismo brasileiro depois de uma passagem pela Fórmula 1, onde defendeu a equipe Copersucar-Fittipaldi. Ingo Hoffmann, doze vezes campeão da Stock, passou a dominar a categoria no final da década de oitenta, quando conquistou os títulos de 1989 a 1995.

Nestas temporadas aconteceu um grande número de ultrapassagens e duelos. Desde então ocorreram centenas de provas em autódromos do Brasil. Em 1982 duas provas foram realizadas no Autódromo do Estoril, em Portugal.

Em 1987 ocorreu a primeira grande mudança da Stock Car, com apoio da GM na organização, foi adotado uma carenagem criada e montada pela fabricante de carrocerias de ônibus Caio, que era inserida em cima do chassi do Opala. O carro ganhava na aerodinâmica e no desempenho, ficando muito parecido com um protótipo, mas sem a marca da GM. Os equipamentos de segurança ficaram mais sofisticados.

Década de 1990 thumb|Chevrolet Omega usado em 1994. A GM voltu a investir pesado na categoria em 1990, passando a organizar e construir em sua fábrica um protótipo monobloco. Sem grande apelo do público e perdendo espaço para categorias mais baratas bancadas por outras montadoras, a categoria passou por nova transformação em 1994, quando foi adotado como veículo o Omega de rua, adaptado para competição.

Numa estratégia de marketing e para diminuição de custos, as corridas passaram a ser realizadas em rodadas duplas com a Fórmula Chevrolet, num evento chamado Chevrolet Challenger, cujos ingressos eram gratuitos e distribuídos nas concessionárias de veículos da marca.

Década de 2000 thumb|Ingo Hoffmann possui 12 títulos da Stock Car. thumb|Volkswagen Bora, Chevrolet Astra e um Mitsubishi Lancer em 2007. A partir de 2000 estreou a nova carroceria do Vectra, produzida em plastico reforçado com fibra de vidro montado com o novo chassi tubular, mas ainda com o motor 4.1. A partir de 2001 entrou o motor V8, a General Motors deixou de organizar a competição em definitivo, passando a ser realizada pela empresa Vicar, de propriedade do ex-piloto Carlos Col, que também gerencia a Fórmula 3. Para modernizar a competição e melhorar a segurança dos pilotos, a Stock Car passou a utilizar um chassi tubular. O projeto é do engenheiro argentino Edgardo Fernandez, que faz algo parecido para a categoria argentina Top Race V6, inspirado tanto na norte-americana Nascar, quanto no DTM alemão. O chassi, fabricado na JL, empresa do ex-piloto Zeca Giaffone, pode receber a carenagem de qualquer carro sedan.

Desde 2003 deixou de ser usado o motor de 6 cilindros Chevrolet, sendo trocado pelo motor V8 Chevrolet 350 importado dos Estados Unidos pela JL, similar ao utilizado na Busch Series, segunda categoria da Nascar, iguais e limitados a 450 HP. Assim, a montadora GM passou a ser patrocinadora da categoria, fornecendo a carenagem do sedan, abrindo espaço para que outras montadoras pudessem ingressar com investimentos baixos. Em 2004 a competição passou a utilizar a carroceria do Astra

thumb|Stock Car V8 em Curitiba, Abril de 2006. A temporada de 2005 também entrou para a história da Stock Car. Além de a categoria ter se tornado multimarca - pela primeira vez os Mitsubishi Lancer correram ao lado dos Chevrolet Astra. No dia 30 de outubro, quarenta carros da Stock Car V8 realizaram uma inédita corrida fora do Brasil, valendo pontos para o campeonato, ao lado da TC 2000, a principal categoria da Argentina e que no mês de julho tinha corrido em Curitiba. O Autódromo Oscar Gálvez recebeu um público de 70 mil pessoas. Giuliano Losacco foi o vencedor da prova, com Mateus Greipel em segundo e Luciano Burti em terceiro lugar.

O ano de 2006 manteve a corrida na Argentina e recebeu a terceira marca, com o Volkswagen Bora passando a ser a carenagem de dez carros da principal categoria do automobilismo da América Latina. As equipes foram liberadas para a utilização do uso da telemetria, que permite um maior controle das equipes sobre o comportamento do carro.

thumb|Peugeot 307 concept. A temporada de 2007 teve a maior quantidade de montadoras competindo, após a Peugeot, que utilizou a carenagem do 307 Sedan inicialmente em oito carros e, posteriormente, em dez. O objetivo é que a categoria tenha 10 carros de cada uma das quatro marcas. A temporada teve a Chevrolet, Mitsubishi, Peugeot e Volkswagen competindo.

Em 2008, a Volkswagen anunciou sua saída da categoria e o número de carros no grid de largada caiu de 38 para 34. A temporada também marcou a substituição dos pneus Pirelli pela Goodyear. Já em 2009, foi a Mitsubishi quem deixou a categoria e os carros tiveram mudança a modo de ficarem semelhantes aos DTM alemães e o número de carros caiu outra vez: de 34 para 32. Assim, ficando com apenas duas montadoras: Chevrolet (Vectra) e Peugeot (307).

Em 2009 houve a primeira corrida da história da Stock Car em um circuito de rua, em Salvador, também sendo a primeira cidade do Nordeste a promover a corrida. O local escolhido foi as ruas do Centro Administrativo da Bahia (CAB) que foi adaptada para receber a prova, vencida por Cacá Bueno. Desde então, entrou no calendário fixo da competição.Raizen Confira a história da Stock Car em circuitos de rua Vicar Primeira vez na rua A segunda cidade a receber um circuito de rua na Stock Car foi Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Década de 2010 thumb|Carro da categoria em 2011 A partir do ano de 2010 o combustível utilizado nos carros voltou a ser o etanol (em substituição à gasolina), os carros também passam a usar injeção eletrônica, a categoria ganhou mais um circuito de rua e as corridas passaram a ser transmitidas para o exterior.Novidades Temporada 2010 A categoria voltou a contar com 34 carros.

Em 10 de março de 2010 foi anunciada a fusão das categorias Stock Car Light (Copa Vicar) e Pick-Up Racing, criando a Copa Chevrolet Montana, nova divisão de acesso à categoria principal.Chevrolet anuncia criação da categoria Copa Montana Auto Diário Também foi criada a categoria Mini Challenge, em substituição a Stock Jr.

Em 2010 a montadora Peugeot substituiu a carroceria do 307 sedan pelo novo modelo do 408. Para a Temporada 2012 a Chevrolet substitui o Vectra pelo Sonic. 2012 foi também o último ano com os carros utilizando pneus Goodyear, com a Pirelli voltando ao campeonato a partir de 2013. Em 2013 foram trinta e quatro carros no grid, com onze equipes correndo de Chevrolet e nove utilizando Peugeot. A temporada 2014 marcou o retorno do autódromo de Goiânia à competição, com duas provas, sendo uma delas a Corrida do Milhão. Corrida do Milhão - Dinheiro, glamour e fama movimentam stock em Goiânia Em 2016 a carroceria do Sonic foi substituída pela nova geração do Chevrolet Cruze.

Década de 2020 Em 2020 a Stock Car voltou a ter uma segunda montadora, com a Toyota tendo como seu represente o sedan Corolla. A temporada também marcou a volta do chassi monobloco, substituindo o chassi tubular JLG09, desenvolvido pela JL Racing, introduzido em 2000.

Em 2024 a Stock Car anunciou que terá uma terceira montadora em 2025, a Mitsubishi, tendo como seu represente o Eclipse Cross. Em 2025 a Stock Car anunciou o retorno dos motores V8 aspirados, após uma temporada dos novos carros Stock New Generation com motores 4 cilindros em linha turbo, os motores tiveram problemas, com fortes criticas de pilotos e algumas sessões de pistas adiadas por problemas de confiabilidade.

United Partners United Partners é um fundo de investimentos brasileiro fundado em 2019 e controlado pelo empresário Lincoln Oliveira da Silva, sócio fundador da empresa Americanet S.A., uma das maiores empresas de telecomunicações do país.

Em agosto de 2020, o United Partners adquiriu a Vicar, empresa que detém os direitos da Stock Car, a maior categoria de automobilismo do Brasil. A Vicar também é responsável pela organização da Fórmula 4 FIA no Brasil, do TCR South America e do Turismo Nacional, o maior campeonato brasileiro de carros de pequeno porte.

Empresas do grupo United Partners:

Vicar: detém os direitos da Stock Car, Fórmula 4 FIA, TCR South America e Turismo Nacional. Stock AutoService: rede de lojas que funcionarão como máquina de vendas preferencialmente aos patrocinadores da Stock Car e para a geração de novos negócios de serviços e vendas de peças automotivas. Audace: empresa de tecnologia e engenharia que atende as demandas da Stock Car e fornece tecnologia para todo o grupo.

Aquisições e investimentos:

2020: Aquisição da Vicar, empresa que detém os direitos da Stock Car. 2021: Aquisição do controle da TCR South America. 2022: Aquisição do Turismo Nacional. 2022: Criação da Stock AutoService. 2022: Criação da Audace.

Impacto do United Partners no automobilismo brasileiro:

A chegada do United Partners ao automobilismo brasileiro foi marcada por uma série de investimentos e inovações. O fundo investiu na modernização da Stock Car, com a criação de uma nova categoria, a Stock Car Pro Series, e a implementação de novas tecnologias, como o uso da Hankook. O United Partners também investiu na internacionalização da Stock Car, com a criação da Stock Car Brasil, uma categoria que disputa provas nos Estados Unidos e na Europa. As ações do United Partners contribuíram para o crescimento do automobilismo brasileiro, que hoje é um dos mais importantes do mundo.

Em 12 de Dezembro de 2022, a Vicar e a Pirelli anunciaram que não renovariam o seu contrato e que a partir de 2023 a Stock Car, Stock Series, e o Campeonato F4 Brasil serão fornecidos exclusivamente pela Hankook.

Categorias Atuais

A Stock Car Pro Series é a principal categoria da Stock Car, presente desde a sua fundação em 1979. Os carros contam atualmente com motores de 500cv. Desde 2018 a categoria de acesso é a Stock Light.

Extintas

A Stock Car Light foi criada em 1993, chamando-se Stock Car B, com o objetivo de facilitar o acesso aos estreantes na Stock Car. Teve 17 temporadas, até a última em 2009 quando foi substituída pela Copa Montana. Uma nova divisão de acesso da Stock Car com carros baseados em pickups. Teve três temporadas, de 2010 a 2012. Houve também a Mini Challenge, categoria disputada em 8 etapas, no sistema "arrive and drive". Teve três temporadas, de 2010 a 2012.

Pontuação