miniaturadaimagem|Componentes do SisGAAz sobre um mapa das águas jurisdicionais brasileiras O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) é um projeto de vigilância marítima em rede da Marinha do Brasil. O SisGAAz integraria sistemas existentes de monitoramento e controle com satélites, sistemas de aeronaves remotamente pilotadas (SARP), aeronaves, radares terrestres e sensores submarinos.. Livro 2, cap. 11. Ele forneceria o conhecimento mais completo possível de todos os movimentos sob, sobre e na superfície de grande parte do Atlântico Sul, tornando-se o principal sistema de comando e controle da Marinha.. p. 52-53, 117, 149, 253. Sua área de cobertura pretendida é as águas jurisdicionais brasileiras (a "Amazônia Azul"), incluindo águas fluviais, a região de busca e salvamento sob responsabilidade do Brasil e demais áreas de interesse estratégico.

A função do SisGAAz é o que se conhece no exterior como (MDA), e a Marinha do Brasil chama de "consciência situacional marítima". Ele é análogo a sistemas de monitoramento e controle marítimos na África do Sul, Austrália, Canadá, França, Índia e Itália. Como ferramenta de uso dual, civil e militar, ele atende ao mesmo tempo a interesses de defesa e econômicos. Para as atividades civis, participaria da segurança da navegação e fiscalização de ilícitos nas águas jurisdicionais brasileiras. Em situações de crise ou emergência militar, forneceria informações para o reposicionamento dos meios operativos disponíveis, e portanto, não teria serventia sem os meios operativos e vice-versa. Em 2013, um oficial da reserva criticou o projeto na revista Interesse Nacional por não contemplar a defesa contra um ataque cibernético, sem a qual toda a rede poderia ser neutralizada por uma potência hostil.

Seu primeiro precursor foi um sistema de segurança marítima projetado para a bacia de Campos no final dos anos 1990, mas o projeto não progrediu. O atual programa foi concebido dentro do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil de 2009.. p. 147. Considerado um dos projetos mais ousados e de maior intensidade científico-tecnológica da Marinha, em 2012 era orçado em cerca de 12 bilhões de reais para o período de 2011–2033.. p. 25-29. A ideia era assinar um contrato principal até 2015 com uma empresa brasileira, o que não ocorreu de fato. A partir de 2016, as condições econômicas comprometeram o cronograma. Até 2019, somente 1,75% do valor foi executado. O prognóstico em 2024 era de desaceleração e foco em algumas áreas prioritárias, a começar pelos litorais do Rio de Janeiro e São Paulo.. p. 37-38.

Componentes O SisGAAz pode ser definido como um conjunto de doutrinas, normas, procedimentos, organizações, pessoas e sistemas dedicados. Ele teria dois grandes subssistemas, um de monitoramento e outro de proteção, e quatro módulos: o primeiro na área de Santos a Vitória, focado nas áreas de exploração de petróleo e gás natural, o segundo na foz do Rio Amazonas, o terceiro no litoral brasileiro do Sul até o Nordeste e o quarto nas águas fluviais interiores. Os dois primeiros módulos são as áreas de prioridade da Estratégia Nacional de Defesa.. p. 36-37. Os radares de vigilância em terra seriam instalados nas bacias de Campos e Santos, no cabo Calcanhar, no Rio Grande do Norte, em Fernando de Noronha e outros pontos estratégicos.

Ele depende de produtos do programa espacial brasileiro, tal como outros sistemas de monitoramento das Forças Armadas, o SISFRON do Exército e SISDABRA da Força Aérea.. p. 9-10, 22. Planeja-se uma integração ao Sistema Militar de Comando e Controle (SisMC²) do Ministério da Defesa, SISFRON, SISDABRA e redes da Polícia Federal, IBAMA e Petrobras.. p. 36-37.

Os sistemas idealizados para a composição do SisGAAz em 2010 eram: Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM); Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS); Sistema de Monitoramento Marítimo de Apoio às Atividades do Petróleo (SIMMAP); Sistema de Identificação Automática (AIS); Sistema Integrado de Radiogoniometria (SIR); Navios-patrulha (NPa); Proteção de Plataformas; Sistema de Identificação e Acompanhamento de Navios a Longa Distância (LRIT); Sistema de Controle de Tráfego de Navios (VTS); Sensoriamento Remoto por Satélite Radar (SAR); Aviões de patrulha; Radares de vigilância; Sistema Naval de Comando e Controle (SisNC2).

Categoria:Programas da Marinha do Brasil Categoria:Comando e controle