thumb|Jaime Amorim Ferreira Jaime Amorim Ferreira (Cova da Piedade, Almada, 13 de janeiro de 1887 – Cova da Piedade, Almada, 29 de novembro de 1933) foi um político e industrial português.

Natural de Almada, filho de Manuel Joaquim Ferreira, operário almadense, e de Antónia de Amorim Ferreira, natural do Rio de Janeiro.Arquivo Distrital de Setúbal: livro de registos de baptismos, 1887 – Paróquia de São Tiago, Almada Trabalhou inicialmente no escritório da Ranking & Sons, uma das maiores fábricas de cortiça de Almada, mas acabou por fundar a sua própria fábrica de cortiça. Trabalhou ainda na imprensa local, e foi diretor dos jornais Correio do Sul e O Eco de Almada.

Republicano, pertenceu ao Centro Eleitoral Democrático Elias Garcia e, nessa capacidade, fez parte do grupo de homens que, a 4 de outubro de 1910, hastearam a bandeira republicana nos Paços do Concelho de Almada, tendo também participado na libertação dos presos que se encontravam detidos no Presídio da Trafaria. Naquela ocasião, foi eleito vice-presidente da Comissão Municipal Republicana a 12 de outubro, assumindo o pelouro das "Fontes, Poços, Chafarizes e Incêndios".

Em 1912, foi eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada, cargo para que foi sucessivamente reconduzido até 1916. Militou no Partido Republicano Evolucionista.

Em maio de 1926, com a Ditadura Militar, a vereação da Câmara Municipal de Almada foi substituída por uma comissão administrativa presidida por Jaime Amorim Ferreira.

Foi fortemente atingido pela crise económica americana de 1929, vivendo os seus últimos anos com problemas financeiros; morreu aos 46 anos, vítima de tuberculose.

Existe uma rua na freguesia do Laranjeiro e Feijó, em Almada, com o seu nome.

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