Quiet World é o primeiro e, ao menos até 2026, único álbum de estúdio da banda estadunidense de metal progressivo Native Construct, lançado em 21 de abril de 2015 pela Metal Blade.

Dois singles foram lançados do álbum, cada um com um vídeo correspondente: "The Spark of the Archon", em 30 de março; e "Mute", em 25 de novembro.

Contexto e gravação miniaturadaimagem|Native Construct ao vivo em 2017 Os três membros do Native Construct (o vocalista Robert Edens, o guitarrista Myles Yang e o baixista Max Harchik) se conheceram no Berklee College of Music em Boston, fundaram o grupo em 2011 após várias jams e escreveram o álbum ao longo de seus estudos lá, conforme o tempo permitia. Seu local de nascimento levou a comparações com o Dream Theater, outra banda de metal progressivo fundada por um trio de egressos da Berklee.

O álbum foi gravado usando bateria e orquestrações programadas. Os vocais foram gravados na Carolina do Norte, enquanto todos os outros instrumentos foram gravados nos estúdios caseiros dos membros.

A capa do álbum foi feita por Mario Sánchez Nevado, que trabalhou de perto coma a banda "para garantir que cada elemento da imagem fosse representativo da história que estamos contando. Queríamos dar ao nosso público a oportunidade de procurar e encontrar significado em cada detalhe da capa."

Com a ajuda de Tommy Rogers, que ouviu a música deles enquanto os vocais estavam sendo gravados na Carolina do Norte, o álbum foi enviado para algumas gravadoras e chamou a atenção da Metal Blade.

Temas e estilo musical Segundo o vocalista Robert Edens, Quiet World é um álbum conceitual sobre um homem que se sente rejeitado e ignorado e cria seu próprio mundo de fantasia, que fica sob seu controle. O baixista Max Harchik complementou ainda que o homem, mudo, é rejeitado por uma garota que ele ama e, como consequência, cria seu próprio mundo "onde ninguém é um pária como ele era, onde todo mundo é separado em seus próprios grupos de pessoas semelhantes, um mundo muito mais silencioso. O resto do álbum aborda as pessoas desse mundo e suas lutas contra os poderes que as mantêm subjugadas". Foi escrito em torno da música "Chromatic Aberration", que os membros haviam composto anos antes.

O The Prog Report descreveu o Native Construct como "Queen encontra Between the Buried and Me ou Dream Theater encontra Beethoven" enquanto o PopMatters os comparou favoravelmente a BTBAM, Devin Townsend e uneXpect, descrevendo sua estreia como algo que continha elementos de jazz, teatro musical e prog sinfônico).

A banda cita o teatro musical, o heavy metal, o rock progressivo, a música clássica, o jazz, BTBAM, os Beatles, Danny Elfman e Maurice Ravel como influências.

Sucessor Na época do lançamento do álbum, o guitarrista Myles Yang disse que eles queriam começar a escrever um segundo trabalho. Em 2019, no entanto, a banda publicou em sua página oficial do Facebook que estavam em hiato por tempo indeterminado.

Recepção da crítica O álbum recebeu críticas em geral favoráveis. No portal da revista Prog, Dom Lawson disse que Quiet World "contém muitos elementos familiares para manter fãs de metal progressivo mais tradicionais felizes. Mas ele também sugere que esta banda abraçou alegremente tudo o que a cena moderna tem a oferecer, desde os arranjos dispersos e a pompa travessa do Haken até a excentricidade extrema do Between The Buried And Me". Ele o considerou "um álbum montado a partir de canções gloriosamente executadas" e disse que os membros "exibem uma compreensão intuitiva da diferença entre autoindulgência e a maximização dos recursos musicais". Ele concluiu dizendo que a banda tinha "um futuro brilhante e ilimitado pela frente".

Seu colega de Future plc, Dave Ling, na Metal Hammer, disse que "a música é alta, colorida, intrincada e inteligente", elogiando também o trabalho de Rich Mouser na mixagem.

Uma crítica anônima no Metal Injection chamou Quiet World de "unicamente incrível" e "muita coisa para assimilar inicialmente, mas a estrutura e as transições são perfeitas". A instrumentação foi considerada "impressionante em alguns momentos". A pessoa que escreveu a resenha chamou Native Construct de "uma das bandas mais delicadas que ouvi em muito tempo. Não há um único momento em que você fique se perguntando ou tentando digerir o que acabou de acontecer". Ele concluiu dizendo que o álbum "acertou em cheio".

Na Rebel Noise, Jordan Blodum disse que "o Native Construct criou uma joia implacavelmente variada, exuberante, vibrante e intrincada que rivaliza com qualquer coisa produzida por seuscolegaes". Ele chamou o álbum de "uma obra-prima, pura e simplesmente", refletiu que "seria uma conquista impressionante para qualquer banda em qualquer época, então o fato de ser o primeiro trabalho de um grupo totalmente novo o torna ainda mais notável" e concluiu dizendo que é "a lufada de ar fresco que o metal progressivo precisava há vários anos".

Em uma crítica menos favorável para o site alemão Metal.de, Michael (sem sobrenome informado) considerou que Quiet World "verdadeiramente soa como a fantasia selvagem de uma alma introspectiva, que se manifesta na vibração, versatilidade e imprevisibilidade da música". No entanto, ele detectou "vários problemas", incluindo uma produção que considerou "muito estéril para um álbum tão vibrante", o uso de bateria e cordas sintetizadas e a tentativa de "fazer muita coisa ao mesmo tempo. Embora as influências individuais sejam exibidas com maestria, elas nunca coexistem de fato, mas sim existem lado a lado. Isso faz com que o álbum pareça muito fragmentado e – em seus momentos mais fracos – inacabado". Ele concluiu, no entanto, que a banda entregou "uma estreia sólida" e que eles poderiam ser uma nova "força na cena prog" se resolvessem aquilo que ele percebeu como falhas.

Em uma crítica retrospectiva publicada no Everything Is Noise dez anos após o lançamento do álbum, Dominik Böhmer disse que o lançamento "parece escrito por estudantes, com a sua ambição implacável e uma grandiosidade teatral parida somente pelo otimismo juvenil, mas também por mestres – é emocional, memorável e maduro ao mesmo tempo" e que "abrange um alcance e uma execução [...] que poucos artistas progressivos conseguem, mesmo com discografias substancialmente maiores."

O álbum ficou em 3º lugar na lista do The Prog Report de "15 Melhores Álbuns de Prog de 2015" e também figurou na lista do Melhor do Rock/Metal Progressivo de 2015 da PopMatters .

Lista de faixas

Créditos Conforme a Ghost Cult Magazine

Robert Edens — vocais Myles Yang — guitarra, programação de bateria Max Harchik — baixo Jamie King — gravação de vocais e masterização Rich Mouser — mixagem Mario Sánchez Nevado — capa

Ligações externas Quiet World na Metal Blade Records

Categoria:Álbuns de estreia de 2015 Categoria:Álbuns de metal progressivo