Em 22 de fevereiro de 2026, Nemesio Oseguera “El Mencho” Cervantes, líder do Cartel de Jalisco Nova Geração, e outras seis pessoas foram mortas em uma operação de segurança realizada pelo Exército mexicano. A operação provocou confrontos na região, com tiroteios e explosões que resultaram em vários veículos incendiados em todo o estado.
Foi relatada uma situação de atirador ativo fora dos terminais principais e potencialmente dentro do saguão do Aeroporto Internacional de Guadalajara, em Guadalajara. Foram montados bloqueios nas estradas em Jalisco. A Embaixada dos Estados Unidos na Cidade do México enviou um alerta de segurança instruindo os cidadãos norte-americanos em vários estados a permanecerem em seus locais de residência. As companhias aéreas Southwest Airlines, Alaska Airlines, United Airlines, Air Canada e Delta Air Lines cancelaram os voos para o Aeroporto Internacional Licenciado Gustavo Díaz Ordaz, em Puerto Vallarta.
Os clientes foram orientados a não se deslocarem ao aeroporto, a menos que o seu voo aparecesse como operacional no site da Air Canada. Todos os voos com destino ao aeroporto foram obrigados a desviar ou retornar devido à fumaça causada pelos incêndios na cidade.
Contexto Nemesio Oseguera “El Mencho” Cervantes era a pessoa mais procurada no México e uma das mais procuradas nos Estados Unidos. O governo norte-americano e o governo mexicano ofereciam recompensas de US$ 15 milhões e MXN 300 milhões, respectivamente, por informações que levassem à sua prisão.
Era procurado por tráfico de drogas, envolvimento com crime organizado e posse ilegal de armas de fogo. El Mencho era supostamente responsável por coordenar operações globais de tráfico de drogas. Sob seu comando, o Cartel de Jalisco Nova Geração tornou-se uma das principais organizações criminosas do México.
Execução da operação A operação foi liderada pelo Exército Mexicano, com o apoio da Guarda Nacional, da Força Aérea Mexicana e de agentes de inteligência da Procuradoria Geral da República. As autoridades mexicanas também confirmaram a coordenação com agências dos Estados Unidos, que forneceram informações complementares no planejamento da missão. De acordo com declarações oficiais, o objetivo da operação era capturar Oseguera Cervantes após relatórios de inteligência indicarem que ele estava presente na área, que há muito era considerada um reduto da organização criminosa.
As forças de segurança encontraram resistência armada dos membros do CJNG ao entrarem, o que levou a um tiroteio. Durante o confronto, vários membros do cartel foram mortos no local. Oseguera Cervantes ficou gravemente ferido no confronto e foi evacuado de helicóptero para receber tratamento médico; ele morreu devido aos ferimentos enquanto era transportado para um centro médico. De acordo com relatórios oficiais, a operação resultou em pelo menos sete mortes do CJNG, incluindo Oseguera Cervantes, e na prisão de dois suspeitos de pertencerem ao cartel. As autoridades também apreenderam veículos blindados, armas pesadas e outros equipamentos táticos. Três membros das forças armadas ficaram feridos.
Consequências e Reações Logo após a operação, vários bloqueios de estradas foram estabelecidos por membros do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG) usando caminhões de carga, ônibus e veículos particulares sequestrados e incendiados para obstruir o tráfego. A Embaixada dos Estados Unidos no México emitiu um alerta de segurança urgente, recomendando que cidadãos americanos evitassem deslocamentos na área devido ao risco elevado de violência urbana. Foram relatados incidentes em Jalisco e em pelo menos outros 15 estados, incluindo Michoacán, Guanajuato, Colima, Tamaulipas, Aguascalientes, Zacatecas e Sinaloa.
Em Jalisco, as autoridades confirmaram pelo menos 20 pontos de bloqueio ativos em 22 de fevereiro na área metropolitana de Guadalajara.
Postagens nas redes sociais mostraram um prédio da Costco e um posto de gasolina em chamas em Puerto Vallarta. Após a operação, o governador de Jalisco, Pablo Lemus Navarro, emitiu um alerta de Código Vermelho para o estado. Mais de 70 ataques foram registrados em 23 municípios de Guanajuato. Entre eles, 60 foram incêndios criminosos. Dezoito agências do Banco del Bienestar e 69 lojas da rede de conveniência Oxxo foram depredadas. Vinte e cinco pessoas foram presas durante os confrontos. Dessas, 11 foram presas por participarem de atos violentos e as outras 14 por saques. Um suspeito foi morto na rodovia Chapala e um veículo foi apreendido. Um suspeito foi ferido após resistir a prisão no Parque Morelos.
Um membro da Guarda Nacional foi morto durante a operação, outros seis membros morreram em Zapopan, um guarda prisional foi morto em uma prisão em Puerto Vallarta durante um motim e um agente do Ministério Público do estado de Jalisco foi morto em Guadalajara.
Interrupção dos transportes Os serviços de ônibus e trens urbanos na área metropolitana de Guadalajara foram temporariamente suspensos após o início de uma onda de violência coordenada. As autoridades estaduais interromperam o funcionamento da rede de transporte público, incluindo as linhas de ônibus urbanos, o Mi Macro Periférico e as linhas do Sistema de Trem Elétrico Urbano, alegando riscos à segurança após veículos terem sido incendiados e as principais vias terem sido bloqueadas. Os serviços de longa distância que partem da Central de Autobuses del Norte, na Cidade do México, cancelaram as partidas para os estados ocidentais, incluindo Jalisco, Guanajuato, Michoacán e Aguascalientes, devido ao fechamento das rodovias.
O Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP), operador do Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta, informou que todas as operações internacionais e a maioria dos voos domésticos foram cancelados após o surto de violência, com as companhias aéreas citando preocupações com a segurança e incertezas quanto às rotas de acesso ao aeroporto. Entre as companhias aéreas que cancelaram voos estavam a Southwest Airlines, Alaska Airlines, United Airlines, Delta Air Lines, Air Canada, WestJet e Porter Airlines.
As autoridades aeroportuárias afirmaram que não ocorreram incidentes violentos dentro do terminal e que as instalações permaneceram sob a proteção das forças de segurança federais. A GAP também informou que o Aeroporto Internacional de Guadalajara estava operando normalmente, sem cancelamentos de voos ou incidentes de segurança, e os passageiros foram aconselhados a monitorar as condições de transporte e manter contato próximo com suas companhias aéreas, já que bloqueios nas rodovias e violência afetavam as rotas de acesso aos aeroportos.
Reação internacional As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alemanha, França, Polónia e Rússia alertaram os seus cidadãos no México para a violência em vários estados do país. O Ministério português dos Negócios Estrangeiros recomendou aos cidadãos portugueses, turistas e residentes, em especial nos estados mexicanos de Jalisco, Nayarit, Guanajuato, Colima, Michoacán y Tamaulipas para evitarem deslocações desnecessárias.
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