Transalpina ou DN67C é uma estrada nacional de 148 km localizada nas montanhas Parâng, parte dos Cárpatos Meridionais da Romênia, sendo uma das estradas mais altas dos Cárpatos. Liga a cidade de Novaci, ao sul das montanhas Parâng, a Sebeș, ao norte, atravessando os condados de Gorj, Vâlcea, Sibiu e Alba. É a estrada mais alta da Romênia, atingindo seu ponto máximo no Passo Urdele, a 2 145 metros de altitude, onde percorre cerca de próximos a picos de Dengheru (2 084 m), Păpușa (2 136 m), Urdele (2 228 m), Iezer (2 157 m) e Muntinu (2 062 m).
O nome Transalpina tem origem latina, utilizado em antigos textos da Valáquia para designar "o país além das montanhas".
Devido à sua elevada altitude, a estrada permanece fechada durante o inverno, sendo aberta entre meados de maio e outubro (dependendo das condições climáticas), apenas durante o dia (08:00–20:00).
História As origens da Transalpina são incertas e envolvem diferentes relatos históricos. Algumas fontes sugerem que teria sido inicialmente construída por legiões romanas durante as guerras contra os dácios, aparecendo em mapas antigos como "corredor estratégico romano IV". Uma lenda local afirma que, entre o final do século XVIII e o início do século XIX, famílias da região participaram da construção de trechos da estrada, conforme suas possibilidades físicas e financeiras.
Sabe-se, porém, que a rota original, chamada popularmente de Poteca Dracului (Caminho do Diabo), era originalmente um caminho de montanha, utilizado por pastores da região de Mărginimea Sibiului para conduzir rebanhos de ovelhas da Transilvânia à Valáquia. Em sua obra Istoria Olteniei supt austriaci (1718–1739), Constantin C. Giurescu afirma que, já em 1731, autoridades austríacas propuseram a construção de uma estrada transcarpática no trajeto da antiga rota de transumância que ligava a Transilvânia à Oltênia.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a estrada teria sido reconstruída e pavimentada pelos alemães por razões militares, mas foi muito pouco utilizada. Considerando as lições da Primeira Guerra Mundial, o rei Carlos II queria que as Forças Terrestres Romenas dispusessem de uma estrada estratégica para a artilharia de montanha, puxada por cavalos, que pudesse ser percorrida por tropas que se deslocavam entre a Valáquia e a Transilvânia.
Para definir um trajeto da estrada, o primeiro-ministro Gheorghe Tătărescu subiu a montanha de Novaci a Lotru, acompanhado por 20 cavaleiros de Novaci, liderados pelo professor Ion D. Giurgiulan. Em seguida, Tătărăscu inaugurou as obras de construção da estrada no planalto de Novaciului. As obras de restauração ocorreram entre 1934 e 1939, e a inauguração da estrada, em 1939, contou com a presença do rei Carlos II, acompanhado pelo futuro rei Miguel I, bem como por Tătărăscu e sua esposa Arethia. Eles percorreram todo o trajeto em um veículo todo-o-terreno. Após a inauguração, a estrada passou a ser conhecida como Drumul Regal (Estrada Real) ou Drumul Regelui (Estrada do Rei), substituindo o nome popular de Poteca Dracului (Caminho do Diabo).
Durante a Segunda Guerra Mundial, a estrada foi novamente reabilitada, pois os alemães precisavam de acesso a ela por razões militares. Depois disso, a estrada recebeu pouca ou nenhuma manutenção.
Conta-se que Nicolae Ceaușescu mandou construir a Estrada Transfăgărășan (DN7C) durante o regime comunista apenas para superar a Transalpina.
Entre 2008 e 2008, iniciaram-se as obras de modernização da Transalpina, visando transformá-la em uma via moderna de pista única com 148 km, ao custo de 385 milhões euros. As obras foram atribuídas à empresa Romstrade, de Nelu Iordache, que recebeu a maior parte do trabalho e do dinheiro (67%). O alto investimento (2,6 milhões por km) gerou controvérsias, não havendo justificativa econômica ou de tráfego, uma vez que a estrada tem uso limitado — no máximo de seis meses por ano — devido ao clima de alta altitude. Já existia na região uma estrada nacional (DN7A) que atravessa a área e poderia ser utilizada durante todo o ano, localizada em uma altitude mais baixa e que necessitava de apenas 10% do valor gasto na Transalpina para ser melhorada. Houve alegações de corrupção envolvendo figuras políticas como o então ministro dos Transportes (2007–2008) Ludovic Orban, Varujan Vosganian, entre outros.
Atualmente, a estrada encontra-se em "obra em andamento", com 80% da construção concluída e 99% do trajeto já coberto pela primeira camada de concreto asfáltico. Utilizada principalmente por turistas, a Transalpina possui restrições de velocidade (máximo de 30 km/h) e de peso (máximo de 7,5 toneladas), sendo necessário pelo menos três horas para atravessá-la de carro de uma extremidade à outra. Em sua extremidade sul, localiza-se Rânca, um resort recém-desenvolvido.
Ver também Lista de passos de montanha
Ligações externas Fontes cartográficas para o cume, o Passo Urdele:
Estrada Transalpina Informações da Transalpina Local da estrada Transalpina Galeria de fotos da Transalpina – julho de 2011
Categoria:Sibiu (distrito) Categoria:Alba (distrito) Categoria:Estradas da Roménia