Aase Bye (4 de junho de 1904 – 10 de julho de 1991) foi uma atriz norueguesa de teatro, cinema e televisão. Em sua homenagem, é concedido o Prêmio Aase Bye, destinado a reconhecer artistas de destaque e novos talentos.
Biografia Seu nome completo era Aase Synnøve Bye, e nasceu em Oslo, Noruega. Era filha de Anders Bye (1874–1918), comerciante, e de Astrid Hansen (1879–1920).
Bye estreou nos palcos do Teatro Nacional de Oslo em 1923, tendo seu talento reconhecido por Bjørn Bjørnson. Aase Bye foi uma das maiores atrizes das artes cênicas norueguesas no período entre as duas guerras mundiais e nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial. Seu talento abrangia um amplo repertório, destacando-se tanto no drama clássico quanto na comédia, na opereta e em obras modernas.
Com exceção de breves interrupções motivadas por outros compromissos ou por doença, atuou no Teatro Nacional por mais de cinquenta anos, aposentando-se em 1974. Seu primeiro papel foi o de Solveig, na peça Peer Gynt, de Henrik Ibsen. No ano seguinte, interpretou Sonja na estreia de Reisen til Julestjernen, do dramaturgo Sverre Brandt (1880–1962).
Entre outros papéis de destaque, interpretou Pernille em Den stundesløse, Dorine em Tartufo, Katharina em A megera domada e Adele na opereta O morcego. Também atuou como a Princesa Gitana, Hanna Glawari em A viúva alegre, Maja Rubek em When We Dead Awaken, Fanny Wilton em John Gabriel Borkman e Sara em Agnete.
Também atuou no cinema mudo, no cinema sonoro e na televisão. Entre suas produções destacam-se Brudeferden i Hardanger, Kristine Valdresdatter e Den store barnedåpen. miniaturadaimagem|Bye com o actor Jørn Ording no Teatro nacional de Oslo em 1967 Em 1949, recebeu o Prêmio da Crítica Teatral da Noruega (Den norske Teaterkritikerprisen) por sua interpretação de Blanche DuBois na versão norueguesa da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. A obra foi traduzida por Peter Magnus (1915–2001) e encenada sob a direção de Gerda Ring (1891–1999) e Ela Hval (1904–1994).
Aase Bye faleceu em Oslo em 1991. Foi casada três vezes. Seu primeiro marido foi Carl Christian Christensen (1882–1949), com quem se casou em agosto de 1927 e de quem se divorciou em 1929. Nesse mesmo ano, contraiu matrimônio com o armador Jan Kurt Dedichen (1897–1935), filho de Georg Dedichen e neto de Edvard Brandes. Após a morte de Dedichen, em setembro de 1935, Aase Bye casou-se, em 1948, com o economista, autor e editor Trygve Jacob Broch Hoff (1895–1982).
Prêmios Aase Bye O testamento de Aase Bye estabeleceu a criação de um prêmio anual destinado a reconhecer artistas promissores. O prêmio passou a ser concedido a partir de 1993. Entre seus laureados, destacam-se os seguintes:
Stein Grieg Halvorsen (1993) Liv Dommersnes (1995) Solveig Kringlebotn (1995) Knut Skram (1997) Kjersti Holmen (1999) Lise Fjeldstad (2001) Rut Tellefsen (2001) Kim Haugen (2003) Anne Marit Jacobsen (2003) Bjarte Hjelmeland (2004) Henny Moan (2006) Frøydis Armand (2007) Kjersti Alveberg (2008) Espen Giljane (2008) Kari Simonsen (2009) Sverre Anker Ousdal (2010) Kjell Askildsen (2011) Kjetil Bang-Hansen (2012) Svein Tindberg (2012) Hildegunn Eggen (2014) Bjarte Hjelmeland (2016)
Prêmios Bye foi nomeada Comendadora da Ordem de São Olavo em 1974. Recebeu também a Medalha do Mérito do Rei (Kongens fortjenstmedalje) na categoria ouro.
Filmografía
1961 : Fru Inger til Østråt (TV) 1944 : Kommer du, Elsa? 1934 : Em stille flirt 1931 : Dêem store barnedåpen 1930 : Kristine Valdresdatter 1926 : Brudeferden i Hardanger 1925 : Fager er envolvam
Bibliografia
Ruth Krefting Skuespillerinnen Aase Bye. Gyldendal, 1963. Heljar Mjøen og Nils Brantzeg: Norske skuespillerportretter. Oslo 1969. Anton Rønneberg: Nationaltheatret gjennom femti år. Oslo 1949. Anton Rønneberg: Nationaltheatret 1949-1974. Oslo 1974. . Norsk biografisk leksikon. Oslo 2000. .
Referências
Categoria:Naturais de Oslo Categoria:Mortos em 1991 Categoria:Nascidos em 1904 Categoria:Mulheres