Richard Talbot, 1.º Conde de Tyrconnell PC (1630 – 14 de agosto de 1691), foi um militar e político irlandês. Desempenhou um papel importante durante a Revolução Gloriosa e a subsequente Guerra Guilhermina na Irlanda.
Família e origens Richard foi o mais novo dos dezesseis filhos de Sir William Talbot, 1.º baronete de Carton, e de sua esposa Alison Netterville. Pertencia a uma família de ingleses antigos estabelecida em Leinster no século XII e era irmão de Peter Talbot, arcebispo de Dublin. Como muitas famílias de origem normanda, os Talbot haviam adotado os costumes e a língua irlandeses e permaneceram fiéis à religião católica.
Em 1669, casou-se com Katherine Baynton, com quem teve duas filhas, Katherine e Charlotte. Após a morte da esposa em 1679, Richard contraiu segundas núpcias com Frances Jennings, irmã de Sarah Jennings, futura duquesa de Marlborough.
Guerras confederadas Durante as Guerras Confederadas da Irlanda, que se seguiram à rebelião irlandesa de 1641, Talbot serviu nas fileiras do exército confederado de Leinster como corneta de cavalaria. Foi feito prisioneiro pelos parlamentaristas na Batalha de Dungan’s Hill, em 1647, embora tenha sido libertado pouco depois. Em 1649, conseguiu escapar com vida de Drogheda ao abandonar a cidade antes do massacre. Após o fim da invasão de Cromwell, fugiu para a França junto com os realistas derrotados.
Exílio em França Durante o exílio, Talbot entrou em contato com Carlos II da Inglaterra e com o duque de York, futuro Jaime II, exilados em Flandres após a Guerra Civil Inglesa. Como muitos outros realistas, Richard atuou ocasionalmente como soldado para ganhar a vida e participou de numerosos complôs e operações de espionagem contra o governo de Oliver Cromwell.
Em novembro de 1655, foi preso em Londres e levado à presença de Cromwell, mas, por sorte, conseguiu escapar. Seus inimigos afirmaram que Talbot havia sido subornado, pois se sabia que mantinha correspondência com um dos irmãos do ditador. Também esteve envolvido em uma intriga para desacreditar Anne Hyde, futura esposa do duque de York, mas continuou prestando serviços ao futuro rei, participando das guerras navais contra os holandeses.
Após a Restauração inglesa, continuou a fazer parte do círculo do duque. Talbot ganhou muito dinheiro atuando como agente dos católicos irlandeses que haviam sido despojados de suas terras após a invasão de Cromwell e buscavam recuperar suas propriedades. Foi preso por sua suposta participação no complô papista de 1678, após o que se exilou novamente.
A Guerra Jacobita Após a coroação de Jaime II em 1685, Richard recebeu os títulos de Barão de Talbotstown, Visconde de Baltinglass e Conde de Tyrconnell, e foi promovido a comandante-chefe do exército na Irlanda. A partir dessa posição e, posteriormente, como Lorde Deputado da Irlanda, colocou católicos à frente da milícia e da administração, que haviam sido organizadas anteriormente pelo duque de Ormonde. Isso contribuiu para atrair a população católica para o lado de Jaime II durante a Revolução Gloriosa.
Assim, quando Jaime desembarcou em Dublin em 1689 com seus oficiais franceses, Tyrconnell já dispunha de um exército irlandês pronto para obedecer às suas ordens. Ainda assim, isso não foi suficiente para evitar a derrota diante das tropas, mais bem treinadas e equipadas, do futuro Guilherme III da Inglaterra.
Após a derrota na Batalha do Boyne, em 1690, Talbot viajou à França em busca de reforços. Regressou à Irlanda em 1691, mas morreu de apoplexia antes da queda de Limerick, em 23 de setembro, nas mãos dos guilhermitas. Sua viúva, Frances, e sua filha Charlotte permaneceram na França, onde Charlotte se casou com seu parente William Talbot de Haggardstown, 3.º Conde de Tyrconnell segundo a nobreza jacobita.
Referências
Bibliografia
Petrie, Sir Charles (1972) The Great Tyrconnel: A Chapter in Anglo-Irish Relations. Cork: Mercier Press
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