O hebraico mixnaico (, translit. Lashon Chazal, lit. "Língua dos Sábios") é a forma histórica da língua hebraica empregada nos textos rabínicos clássicos, notavelmente a Mixná, a Tosefta e partes do Talmude. Representa a evolução direta do hebraico bíblico e foi a variedade da língua utilizada durante o período dos Tanaítas, abrangendo principalmente os séculos I a III d.C.Encyclopaedia Judaica, verbete “Hebrew Language: Mishnaic”, 2ª ed., Macmillan Reference USA, 2007.

História e uso Diferente do hebraico bíblico clássico, que possui um caráter amplamente literário e poético, o hebraico mixnaico reflete a língua que era efetivamente falada pelos judeus na região da Judeia e da Galileia durante o período final do Segundo Templo e logo após a sua destruição (70 d.C.).

Após a derrota judaica na Revolta de Barcoquebas (132–135 d.C.) e as subsequentes perseguições e expulsões, o hebraico gradualmente deixou de ser a língua materna cotidiana da população judaica, sendo substituído pelo aramaico. No entanto, o hebraico mixnaico continuou a ser a principal língua acadêmica, literária e jurídica para os sábios rabínicos.Pérez Fernández, Miguel. An Introductory Grammar of Rabbinic Hebrew, Brill, 1999.

Características principais O hebraico mixnaico caracteriza-se por uma gramática e uma sintaxe mais simplificadas e diretas em comparação à complexidade do hebraico bíblico. Além disso, o vocabulário apresenta inovações significativas: Absorveu forte influência gramatical e lexical do aramaico, a língua franca do Oriente Médio na época. Incorporou diversos empréstimos (estrangeirismos) do grego antigo e do latim, refletindo o contato diário com a administração e a cultura dos impérios helenístico e romano (por exemplo, termos relacionados a comércio, governo e direito).Sáenz-Badillos, Angel. A History of the Hebrew Language, Cambridge University Press, 1993.

Referências

Categoria:Língua hebraica Categoria:Línguas antigas Categoria:Talmude