O Palácio de Malacañang (em tagalo: Palasyo ng Malakanyang; em inglês: Malacañang Palace) é a residência oficial e o principal local de trabalho do Presidente das Filipinas. Está localizado às margens do Rio Pasig, no distrito de San Miguel, na capital do país, Manila. O complexo palaciano inclui o palácio original, edifícios executivos e administrativos, amplos jardins e instalações de segurança.
Na linguagem cotidiana e na mídia filipina, o termo "Malacañang" é frequentemente usado como uma metonímia para se referir ao gabinete do presidente, à administração atual ou ao Poder Executivo do governo filipino, de forma semelhante ao uso de "Casa Branca" nos Estados Unidos ou "Palácio do Planalto" no Brasil.
Etimologia A origem exata da palavra Malacañang é debatida, mas existem duas teorias principais: Origem Tagalo: A teoria mais aceita sugere que o nome deriva da frase em tagalo "May lakan diyan", que se traduz como "Há um nobre lá". Essa frase faria referência aos espanhóis ricos ou líderes locais que residiam na área antes da colonização. Origem Espanhola: Outra teoria sugere que vem da frase espanhola "Mala caña", referindo-se aos bambus de má qualidade que cresciam ao longo das margens do rio Pasig.
Oficialmente, o termo "Palácio de Malacañan" (com "n" no final) refere-se à residência oficial do presidente, enquanto "Malacañang" (com "ng") é usado para designar o Gabinete do Presidente e o complexo como um todo. Essa distinção foi estabelecida durante a presidência de Ramon Magsaysay.
História Período colonial espanhol A estrutura original foi construída em 1750 pelo aristocrata espanhol Don Luis Rocha como uma casa de verão ao longo do rio Pasig. Era construída de pedra e madeira, com um telhado de nipa, cercada por um muro de pedra. Em 1825, a propriedade foi adquirida pelo governo colonial espanhol para servir como residência de verão do Governador-Geral espanhol.
Após um devastador terremoto em 1863 que destruiu o Palacio del Gobernador na cidade murada de Intramuros, o Governador-Geral mudou-se permanentemente para Malacañang, tornando-o a sede oficial do poder colonial espanhol.
Período americano e segunda guerra mundial Após a Guerra Hispano-Americana em 1898, as Filipinas passaram para o controle dos Estados Unidos. Os governadores-gerais americanos continuaram a usar o palácio como residência e escritório. Durante esse período, o edifício passou por grandes expansões e reformas estruturais, ganhando características de arquitetura neoclássica e alas executivas adicionais.
Em 1935, com o estabelecimento da Comunidade das Filipinas, Manuel Quezón tornou-se o primeiro presidente filipino a residir no palácio. Malacañang sobreviveu ao bombardeio de Manila durante a Segunda Guerra Mundial com danos relativamente menores em comparação com outras partes da cidade.
Era contemporânea O palácio ganhou destaque global em 1986 durante a Revolução EDSA, quando manifestantes marcharam em direção a Malacañang para protestar contra o regime de Ferdinand Marcos. Após a fuga da família Marcos do país, o palácio foi brevemente invadido pela população.
As administrações subsequentes tomaram medidas para desmistificar o palácio e torná-lo mais acessível ao público, abrindo partes dele como um museu presidencial. Desde então, ele continua sendo a residência oficial, embora alguns presidentes recentes tenham optado por morar em residências menores nas proximidades, usando o palácio principal apenas para funções oficiais de estado e reuniões.
Arquitetura A arquitetura do Palácio de Malacañang é uma mistura de estilos coloniais espanhóis e influências neoclássicas americanas, adaptada ao clima tropical das Filipinas. O edifício principal reflete o estilo tradicional Bahay na Bato (casa de pedra), que apresenta um piso térreo robusto feito de pedra para proteção contra terremotos e inundações, e um piso superior de madeira projetado para maximizar a ventilação transversal.
Ao longo dos anos, varandas de madeira originais foram fechadas e expandidas, e o exterior recebeu acabamentos brancos elegantes. O interior abriga grandes salões cerimoniais, como o Salão de Recepção (Reception Hall), onde lustres de cristal tcheco adornam o teto, e o Salão de Heróis (Heroes Hall), decorado com obras de arte de renomados pintores filipinos.
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