Auto-vampirismo é uma forma de vampirismo que se refere a beber o próprio sangue, tipicamente como uma forma de gratificação sexual. Como um distúrbio mental, isto também é chamado de autohemofagia, que é derivada de três palavras gregas: auto, "si próprio"; hemos, "sangue"; e, phagos, "comer". Embora relacionada de forma próxima com o vampirismo, os dois diferem no facto do vampirismo ser um ato sadista enquanto que o auto-vampirismo está no lado do masoquismo. Junto com beber o próprio sangue, a maioria dos praticantes do auto-vampirismo também participa em auto-mutilação para obter o sangue.McCully, R. S. (1964).
Contexto O auto-vampirismo é considerado uma patologia de comportamento vampirístico ou "vampirismo clínico", que também inclui qualquer ato violento ou sexual feito a ou na presença do corpo de um ser morto, não bebendo o sangue de um humano vivo. O psicólogo clínico Richard Noll apresentou este termo. O auto-vampirismo é tipicamente a primeira etapa de vampirismo clínico, ou mais comummente conhecido como Síndrome de Renfield. Não é, no entanto, reconhecido no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR 2000).
Desenvolvimento O hábito de beber o próprio sangue normalmente começa na infância, mais comummente como resultado de um evento traumático que resulta na pessoa ligar prazer a violência e mais especificamente sangue. Desenvolve-se inicialmente por raspar ou cortar a própria pele para extrair e ingerir sangue, mais tarde resultando em aprender onde e como se cortar e abrir grandes veias e artérias para maiores quantidades de sangue. Por vezes, também armazenam o sangue para consumo posterior ou apenas porque gostam de olhar para ele. Eventualmente, o auto-vampirismo desenvolve para um vampirismo clínico. Segundo o psicólogo clínico Noll, este processo inclui três etapas: autovampirismo, zoofagia (a etapa parafílica progressiva que envolve comer animais ou beber o sangue dos animais), e vampirismo clínico ou real.
Enquanto a criança passa pela puberdade, ela começa a ligar a sexualidade ao prazer que já é derivado do vampirismo. Existe também normalmente um senso que ver ou beber o sangue lhes dá poder ou melhor saúde, como no vampirismo geral. Neste ponto, é considerado fetichista.
Existem casos onde o vampirismo e auto-vampirismo são um de muitos sintomas de esquizofrenia. Isto foi ilustrado no caso de uma mulher de 35 anos com esquizofrenia que tinha experienciado despersonalização severa e alucinações auditivas que a comandavam beber o seu sangue. O auto-vampirismo, para ela, era parte de uma ilusão sobre um processo de purificação.
O auto-vampirismo pode causar anemia, dor abdominal, náuseas, e mais. É difícil determinar todas as consequências do auto-vampirismo devido à dificuldade de encontrar pessoas que bebam o seu sangue. É notado que as patologias que estão associadas com vampirismo são extremamente raras.
Também ver
Autocanibalismo Estilo de vida vampírico
Referências
Categoria:Vampirismo Categoria:Fetiches sexuais Categoria:Atração sexual Categoria:Parafilias Categoria:Automutilação Categoria:Autocanibalismo