Equipe Latino-Americana de Justiça e Gênero é uma organização não governamental (ONG) feminista, independente e apartidária da Argentina, fundada em maio de 2003 na cidade de Buenos Aires. Segundo a própria organização, sua missão é alcançar a equidade de gênero por meio de ações de incidência, trabalho em rede e desenvolvimento de capacidades de atores políticos e sociais, com o objetivo de melhorar a situação social, política e econômica das mulheres.

Em dezembro de 2018, a Legislatura da Cidade de Buenos Aires declarou de interesse o trabalho desenvolvido pela organização.

História Uma das fundadoras da ELA foi a advogada e socióloga Haydée Birgin, que presidiu a organização até sua morte, em 2014. Desde 2007, a direção executiva está a cargo da advogada Natalia Gherardi.

Objetivos e áreas de atuação A ELA atua em quatro eixos centrais: a violência contra as mulheres em todas as suas manifestações; os direitos sexuais e direitos reprodutivos; a participação das mulheres na vida política e social; e as políticas de emprego e de cuidado, tendo o acesso à justiça como eixo transversal.

Entre os objetivos da organização estão a análise crítica do direito e das políticas públicas a partir de uma perspectiva de gênero; a proposição de reformas institucionais para democratizar o sistema judicial e promover o cumprimento das obrigações internacionais assumidas pela Argentina em matéria de direitos humanos; a melhoria do acesso à justiça para todas as mulheres; o impulso de ações e a colaboração no desenho de políticas públicas que promovam o exercício dos direitos humanos das mulheres; e a atuação como organização de referência em suas áreas de especialidade, tanto para iniciativas de órgãos governamentais quanto para pesquisas e projetos de outros centros de estudo e organizações afins.

Articulação regional feminista A ELA integra a Articulación Regional Feminista por los Derechos Humanos y la Justicia de Género (ARF), aliança de instituições feministas latino-americanas com presença em sete países da região: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e México.

A articulação surgiu em 2004 para promover formas coordenadas de trabalho em nível regional, no contexto de organizações de mulheres e feministas que, no fim da década de 1990, orientaram sua atuação para ampliar a incidência política e monitorar o cumprimento das obrigações dos Estados.

Segundo a própria rede, sua atuação busca a democratização das relações pessoais, da cidadania e do sistema político e judicial, em favor das mulheres e em aliança com elas, por meio de ações de incidência legal e política em âmbitos regionais e internacionais.

Publicações principais Informe sobre Género y Derechos Humanos (2005). Informe sobre Género y Derechos Humanos (2005-2008) (2009). Autonomía y Feminismo Siglo XXI. Escritos en homenaje a Haydée Birgin (2012). Más allá de la denuncia. Los desafíos del acceso a la justicia (2012). ¿Cómo se cuida en Argentina? Definiciones y experiencias sobre el cuidado de niños y niñas (2014). Adolescentes mediatizadas (2016). La violencia no es negocio (2017). Violencia política contra las mujeres en Argentina: Experiencias en primera persona (2018).

Referências

Categoria:Direitos humanos na Argentina Categoria:Organizações da Argentina Categoria:Organizações fundadas em 2003