Patrícia Barbas (Luanda,1971) é uma arquiteta portuguesa com forte atuação no mercado de arquitetura em Portugal. A recuperação do Teatro Thalia, realizada pelo seu ateliê, Barbas Lopes Arquitectos (Patrícia Barbas e Diogo Lopes), em colaboração com Gonçalo Byrne Architects, foi nomeada e selecionada para o Prémio Mies van der Rohe 2013.
Biografia Patrícia Barbas nasceu em 1971 Luanda. É uma arquiteta Portuguesa que cresceu e vive em Portugal, e formou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.
Durante o seu percurso acadêmico-profissional, colaborou com diversas figuras e estúdios de arquitetura em Portugal, entre os quais os estúdios lisboetas Aires Mateus, João Pedro Falcão de Campos e Pedro Silva Dias. Atuou também como gerente de projetos de Gonçalo Byrne (1998-2000) e Promontório Arquitetura em Salvador da Bahia, Brasil (2005-2006). Foi professora convidada na Carleton University em Ottawa, Canadá (2013, 2015-2016).
Estabeleceu a dupla Barbas Lopes em 2006 com seu sócio e marido, o também arquiteto Diogo Seixas Lopes, falecido em 2016. Em 2014 foram vencedores de um concurso de ideias de arquitectura lançado por um promotor imobiliário em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa.
Obras miniaturadaimagem|398x398px|Torre de Picoas, renomeada como FPM 41, em Lisboa Uma das obras mais reconhecidas desta arquiteta chefe de uma equipa constituída por sete arquitetos é a antiga torre de Picoas, renomeada como FPM 41 localizada na Av. Fontes Pereira de Melo em Lisboa. Trata-se de um edifício de 67,87 metros e 17 andares. Este edifício teve uma forte inspiração no Seagram Building de Mies Van der Rohe, caracterizado por possuir uma praça a partir da qual o edifício pode ser admirado. Entre os materiais utilizados, predomina o betão, o aço, o alumínio e o vidro.
A arquiteta refere que a inspiração da cor quente e metalizada da nova torre é semelhante a uma antiga carrinha Audi que possuía, uma cor que desempenha um comportamento adequado em relação à incidência de luz e à qual se refere como cor de burro quando foge. Possui uma fachada com ventilação natural, constituída por 48 janelas e uma cobertura com painéis fotovoltaicos, tornando o edifício autossustentável, produzindo aquilo que consome, algo que considera mais importante do que uma cobertura pública visitável. miniaturadaimagem|397x397px|Torre de Picoas, renomeada como FPM 41, em construção. A obra foi pensada para se integrar no contexto em que se insere, como se fosse intemporal, pensando também no conforto dos vizinhos, criando um espaço público nas proximidades. O edifício desempenha um papel de harmonizar o envolvente, criando um terceiro elemento de destaque em relação aos outros dois edifícios, o Sheraton e o Imaviz, visto que a arquiteta considera o número ímpar mais reconfortante. Segundo a arquiteta, os edifícios em altura possibilitam uma menor ocupação de espaço e em certos casos permitem criar zonas verdes e espaços públicos, criando áreas de descanso.
O edifício FPM 41 recebeu o prestigiado Prémio Nacional do Imobiliário 2019 na categoria de Escritórios.
Prémios e reconhecimento Em 2013 o seu escritório foi indicado aos Icon Awards 2012, Designs of the Year 2013 e Mies van der Rohe 2013.
Parte da representação portuguesa na Bienal de Veneza e da exposição Lisbon Acts na Belgrade International Architecture Week, em 2018 Barbas Lopes foi nomeado para o Mies van der Rohe Award em 2019 com o FPM41 e o Palácio Barão de Santos.
Referências
Ligações externas
NOTE Galeria de Arquitectura Lisboa | Conversa 06: "Ideias de Intimidade" - Falcão de Campos e Patrícia Barbas (2019) Público | A ruína como ornamento faz renascer o Teatro Thalia (2015)
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