Em 6 de fevereiro de 2026, um ataque suicida ocorreu na Mesquita Khadija Tul Kubra, uma mesquita xiita localizada em Tarlai Kalan, sudeste de Islamabade, Paquistão. A explosão ocorreu durante a oração da sexta-feira, matando 32 pessoas e ferindo mais de 170.

O grupo militante Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. O governo paquistanês havia suspeitado do Talibã, e das Forças Armadas da Índia como principais autores do atentado. Ambos os governos negaram o envolvimento. Quatro suspeitos foram presos no dia seguinte ao ataque.

Antecedentes O Paquistão tem vivenciado ondas de violência sectária entre muçulmanos sunitas e xiitas. Organizações militantes, incluindo o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP) e o Estado Islâmico de Coraçone (ISKP), reivindicaram a responsabilidade por ataques semelhantes no passado, frequentemente durante reuniões religiosas.

O atentado ocorreu num contexto de intensa atividade militante no Paquistão, incluindo ataques recentes no Baluchistão e noutras províncias. Islamabade, a capital, é normalmente considerada segura devido à extensa presença militar e policial, tornando tais incidentes incomuns.

Ataque A explosão ocorreu pouco depois do início da oração de sexta-feira na Mesquita Khadija Tul Kubra em Tarlai Kalan, um subúrbio nos arredores de Islamabade. Imagens de câmeras de segurança capturaram a explosão às 1h38min. pm (hora local). A polícia relatou que o homem-bomba foi detido na entrada da mesquita por seguranças antes de abrir fogo e detonar explosivos dentro ou nas proximidades do local, causando danos significativos à estrutura.

Testemunhas relataram caos enquanto os fiéis fugiam do local, com vítimas ensanguentadas visíveis no jardim da mesquita e nas áreas circundantes. Imagens de televisão mostraram equipes de resgate e seguranças isolando o local e transportando os feridos para hospitais. A polícia confirmou que a explosão foi um ataque deliberado e iniciou uma investigação, incluindo a perícia do local.

Mortes 32 pessoas morreram e mais de 170 ficaram feridas. Muitas das vítimas eram fiéis que participavam da oração congregacional semanal de sexta-feira. Hospitais na cidade receberam os feridos, alguns em estado crítico.

Consequências miniaturadaimagem|O primeiro-ministro visitando a mesquita após o atentado. Os líderes paquistaneses, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif, condenaram o ataque e prometeram responsabilizar os culpados.

O Estado Islâmico – Província do Paquistão, uma célula regional do Estado Islâmico, reivindicou a autoria do ataque no Telegram. O grupo anunciou que considerava os paquistaneses xiitas alvos legítimos. Fontes policiais indicaram ligações preliminares com o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), embora o TTP não tivesse atacado recentemente nenhum local de culto xiita. Outras análises sugeriram possível envolvimento do Estado Islâmico – Província de Coraçone (ISKP), dadas as características do ataque. As forças de segurança aumentaram o patrulhamento após o acidente, com as investigações em andamento até 6 de fevereiro de 2026.

Investigação Fahad Nabeel, chefe do grupo de consultoria Geopolitical Insights, acreditava que o ataque teria relação com as relações conturbadas do Paquistão com o Afeganistão. Ele também instou o governo a tomar medidas mais drásticas contra tais grupos militantes. O analista regional do Quincy Institute, Adam Weinstein, duvidava que o atentado prejudicasse o interesse do governo paquistanês em promover oportunidades de investimento estrangeiro, "mas poderia mudar a decisão de uma delegação dos EUA de viajar a Islamabad para ouvir sua proposta."

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