Cortar a grama () é uma metáfora usada para descrever ataques periódicos de Israel à Faixa de Gaza com o objetivo de gerir o conflito israelo-palestino. Durante esses ataques, Israel tem como alvo militantes palestinianos, civis e infraestrutura civil na Faixa de Gaza.
A estratégia é geralmente executada por meio de operações militares curtas e intensas, com o objetivo de manter um certo nível de controlo sobre a área sem comprometer-se com uma solução política de longo prazo, de forma semelhante a cortar um relvado para o manter limpo e aparado.
O termo foi cunhado por Efraim Inbar e Eitan Shamir, académicos associados ao Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, onde descreveram como "Israel está a agir de acordo com uma estratégia de "cortar a grama". Após um período de contenção militar, Israel está a agir para punir severamente o Hamas pelo seu comportamento agressivo e degradar as suas capacidades militares – visando alcançar um período de tranquilidade."
Segundo Adam Taylor, do The Washington Post, "a expressão implica que os militantes palestinianos na Faixa de Gaza e o seu fornecimento de armas caseiras rudimentares, mas eficazes, são como ervas daninhas que precisam de ser cortadas." Naftali Bennett referiu-se à ideia num discurso em 2018, quando disse "" ("Quem não corta a grama, a grama corta-o").
Referências
Leitura adicional
Categoria:Metáforas referentes à guerra e à violência Categoria:Metáforas Categoria:Conflito israelo-palestino Categoria:Genocídio em Gaza