miniaturadaimagem|ESTRUTURA DA INSULINA No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza insulinas para o tratamento do diabetes mellitus conforme protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

As insulinas ofertadas na rede pública são classificadas de acordo com seu perfil de ação, sendo as insulinas humanas a base do tratamento.

Insulinas humanas

As principais insulinas disponibilizadas de forma ampla no SUS são:

* Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn): insulina de ação intermediária, utilizada para o controle basal da glicemia.

* Insulina Regular: insulina de ação rápida, indicada para o controle glicêmico em períodos prandiais e em situações de urgência.

Esses medicamentos são amplamente distribuídos na atenção primária à saúde e constituem a base da insulinoterapia na rede pública.

Análogos de insulina

Os análogos de insulina apresentam modificações estruturais que proporcionam perfis farmacocinéticos mais previsíveis.

Entre eles, destacam-se:

* Ação rápida: insulina lispro, insulina asparte e insulina glulisina

* Ação prolongada: insulina glargina, insulina detemir e insulina degludeca

No SUS, a disponibilização desses análogos ocorre de forma restrita, sendo indicada principalmente para pacientes com diabetes mellitus tipo 1 que não atingem controle glicêmico adequado com insulinas humanas, conforme critérios definidos em protocolos oficiais.

Recentemente, o Ministério da Saúde instituiu um projeto piloto para ampliação do uso de insulina glargina no SUS, com foco em grupos prioritários, conforme descrito na Nota Técnica nº 32/2026. Essa iniciativa busca aprimorar o controle glicêmico e reduzir o risco de hipoglicemias, especialmente em populações mais vulneráveis.

Considerações finais

A oferta de insulinas no SUS segue diretrizes clínicas que visam garantir o acesso ao tratamento e a racionalidade no uso dos recursos públicos. A incorporação de análogos de insulina ocorre de maneira gradual e baseada em evidências científicas, com foco na segurança e efetividade terapêutica.

REFERÊNCIAS: