A tentativa de golpe de estado de São Tomé e Príncipe em 1988 foi uma operação paramilitar fracassada empreendida pela Frente de Resistência Nacional de São Tomé e Príncipe – Renovada (FRNSTP-R) que buscava derrubar o governo de São Tomé e Príncipe.

Lançada em 8 de março de 1988, com o desembarque de 44 pessoas à ilha de São Tomé através de pequenas embarcações, a tentativa de golpe foi rapidamente reprimida. A tentativa de golpe foi descrita como uma "operação incrivelmente amadora".

Antecedentes A Frente de Resistência Nacional de São Tomé e Príncipe (FRNSTP) foi formada em 1981 como um movimento armado de exilados com base no Gabão, que buscava a derrubada do governo comandado pelo partido Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP). Em 1986 as divergências internas na FRNSTP fez surgir o movimento dissidente FRNSTP-Renovada, que defendia mais radicalmente a luta armada.

Soma-se a esse cenário uma tentativa golpista em 1978 que havia servido para a constituição e estacionamento em São Tomé e Príncipe da Missão de Assistência Externa do Batalhão da Guarda Presidencial de Angola.

Tentativa de golpe Chegando entre as 3h e as 4h da manhã em quatro praias, o grupo atacou o quartel principal da polícia. Eles planejavam então atacar o Palácio Presidencial, executar Pinto da Costa e declarar Afonso dos Santos como presidente. Eles levaram cartazes com os dizeres "Abaixo Pinto da Costa" e "Viva o Presidente Afsonso dos Santos", bem como documentos proclamando um novo presidente e um discurso de renúncia de Pinto da Costa.

A tentativa de golpe foi rapidamente debelada, com três dos golpistas mortos e um policial ferido. Todos os golpistas sobreviventes se renderam e foram capturados, muito graças à polícia nacional e à Missão de Assistência Externa do Batalhão da Guarda Presidencial de Angola.

Afonso dos Santos, líder do FRNSTP-R, que foi capturado durante a tentativa, foi posteriormente julgado, condenado e sentenciado a 22 anos de prisão em 1989, juntamente com 38 co-réus que receberam penas que variaram de dois a 21 anos. No entanto, após o fim da ditadura do proletarido em 1990, o Presidente Manuel Pinto da Costa concedeu uma amnistia aos condenados.

Legado Em dezembro de 1990, meses depois de ter sido aprovada uma nova constituição que instituiu a democracia burguesa, antigos membros do FRNSTP-R refundaram o partido com o nome Frente Democrata Cristã (FDC).

1988 Categoria:História de São Tomé e Príncipe