Pareiorhina pelicicei é uma espécie da família Loricariidae e do gênero Pareiorhina. Taxonomia Pareiorhina pelicicei foi descrita formalmente pela primeira vez em 2015 pelos ictiólogos brasileiros Valter Monteiro de Azevedo-Santos e Fábio Fernandes Roxo, tendo como localidade-tipo o córrego Tamborete, um afluente do rio Grande, na porção superior da bacia do rio Paraná, nas coordenadas 20°38'38"S, 46°10'13"W, no município de Capitólio, em Minas Gerais.Fricke, Ron; Eschmeyer, William N. & van der Laan, Richard (eds.). "Species in the genus Pareiorhina". Catalog of Fishes. California Academy of Sciences. Retrieved 11 May 2026.
O Catalog of Fishes de William N. Eschmeyer classifica o gênero Pareiorhina na subfamília Hypoptopomatinae, os cascudinhos, dentro da família Loricariidae.Fricke, Ron; Eschmeyer, William N. & van der Laan, Richard (eds.). "Genera in the family Hypoptopomatinae". Catalog of Fishes. California Academy of Sciences. Retrieved 11 May 2026.
Etimologia Pareiorhina pelicicei pertence ao gênero Pareiorhina, nome que combina pareiá, significando “bochecha”, com rhina, derivado de rhínē, que significa “lima” ou “raspador”, provavelmente em alusão às laterais ásperas da cabeça. O nome específico homenageia o ictiólogo brasileiro Fernando Mayer Pelicice, da Universidade Federal do Tocantins, em reconhecimento às suas pesquisas sobre ecologia de peixes e os impactos de barragens sobre peixes neotropicais.Christopher Scharpf (28 February 2026). "Family LORICARIIDAE: Subfamily HYPOPTOPOMATINAE Eigenmann & Eigenmann 1890 (Cascudinhos)". The ETYFish Project Fish Name Etymology Database. Christopher Scharpf. Retrieved 11 May 2026.
Descrição Pareiorhina pelicicei possui 7 raios moles na nadadeira dorsal e 5 na nadadeira anal, atingindo um comprimento padrão de 4,7 cm. Esta espécie pode ser distinguida de todas as demais do gênero por apresentar menor número de vértebras e uma cúspide lateral em seus pequenos dentes.Froese, Rainer; Pauly, Daniel (eds.). "Pareiorhina pelicicei". FishBase. February 2026 version.
Distribuição e habitat Pareiorhina pelicicei é endêmica do Brasil, sendo conhecida apenas de sua localidade-tipo, o córrego Tamborete, em Capitólio, em Minas Gerais.Lyons, T.J. (2021). "Pareiorhina pelicicei". IUCN Red List of Threatened Species. 2021 e.T173834596A173834600. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-3.RLTS.T173834596A173834600.en. Retrieved 26 May 2023.
A espécie foi coletada em um riacho de águas claras com substrato composto por rocha exposta e cascalho, sendo os peixes geralmente encontrados em trechos lóticos do curso d’água. Entre os peixes amostrados nos mesmos trechos estavam Psalidodon scabripinnis e espécies de Trichomycterus.
Estado de conservação Pareiorhina pelicicei foi registrada apenas em sua localidade-tipo, e a área ainda não foi amplamente estudada por ictiólogos. Assim, a extensão de sua distribuição, sua biologia e as possíveis ameaças às suas populações permanecem pouco conhecidas. A União Internacional para a Conservação da Natureza classificou esta espécie como “Dados insuficientes” (DD). Ligações externas
Documentos sobre Pareiorhina pelicicei na Biodiversity Heritage Library Observações de Pareiorhina pelicicei no iNaturalist Pareiorhina pelicicei no GBIF
Categoria:PareiorhinaCategoria:Espécies descritas em 2015