Casa de Juscelino Kubitschek é um museu-casa fundado em 1985, localizado na cidade de Diamantina, no interior do estado de Minas Gerais, que preservar a memória da residência que cresceu o ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek em 1902.

História Nascido na cidade de Diamantina, no interior do estado de Minas Gerais, no ano de 1902, Juscelino Kubitschek, viveu na cidade até 1921, quando mudou-se para Belo Horizonte para estudar medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para manter viva a história da relação entre o ex-presidente do país, com sua cidade natal, foi fundado no ano de 1985, o Museu Casa de Juscelino Kubitschek, buscando preservar a memória da casa em que Kubitschek, viveu dos três aos dezenove anos de idade. O imóvel remonta ao contexto arquitetônico mineiro do século XIX e está localizado no Centro Histórico de Diamantina, próximo da Igreja de São Francisco de Assis. A construção colonial de pau a pique com telhas de barro, compostas por paredes brancas e janelas pintadas em azul.

No ano de 1994, o museu ganhou um anexo, ao ser construído um setor dedicado a memória de Júlia Kubitschek, professora e mãe de Juscelino. Devido ao contexto da pandemia de COVID-19, e das restrições de medida de isolamento social para evitar o contágio do vírus, o museu permaneceu fechado, reabrindo em outubro de 2021, na véspera da comemoração de 120 anos de Juscelino.

Sem receber dinheiro público e sendo mantido por uma associação sem fins lucrativos, chamada Associação Casa de Juscelino, desde o ano de 2019, existem dificuldades financeiras para manutenção da instituição. No ano de 2019, devido a dificuldades com recursos para manutenção do casarão, o museu teve que ser temporariamente fechado. No ano de 2025, em entrevista ao jornalista Naief Haddad, do jornal Folha de S.Paulo, Serafim Jardim, que atuou como assessor do ex-presidente em seus últimos nove anos de vida e fundador do museu, afirmou que o imóvel sofre com infiltrações e falta de manutenção, devido aos altos custos de manutenção da instituição e falta de repasses do governo de Minas Gerais para a instituição de memória. miniaturadaimagem|Vista do edifício. Personalidades notáveis como o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), já estiveram presentes em exposições do museu.

Acervo O acervo do museu é classificado em categorias temáticas distribuídas pelos cômodos da edificação original e de seu anexo, em homenagem a Júlia Kubitschek, sendo composto por documentos históricos, fotografias, mobiliário, objetos pessoais e itens relacionados à infância e à juventude de Juscelino na cidade, incluindo boletins escolares, certidão de nascimento, batismo, dentre outros.

Também é composto pela biblioteca que incluí livros e jornais, que contribuíram para formação formação intelectual e política de JK, além de objetos domésticos associados ao cotidiano da família Kubitschek de Oliveira no início do século XX, que inclui também violões e instrumentos musicais. O museu também preserva móveis atribuídos ao bisavô materno de JK, João Nepomuceno Kubitschek. Parte do acervo busca reconstituir ambientes originais da residência, como o quarto e a cozinha, enquanto outros núcleos apresentam documentos biográficos, referências à trajetória política de JK e materiais relacionados à construção de Brasília.

Tombamento Em 9 de janeiro de 1950, o imóvel foi tombado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no livro de tombo de belas artes no processo 413-T.

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