A eleição presidencial na Colômbia em 2026 foi realizada no dia para eleger o presidente e o vice-presidente da nação. O atual presidente, Gustavo Petro, eleito em 2022, esteve constitucionalmente impedido de buscar um segundo mandato.

O processo eleitoral foi marcado por uma intensa polarização política, fomentado pelos debates em torno da consulta popular e da reforma trabalhista promovidas por Gustavo Petro, bem como um projeto de assembleia constituinte, que mais tarde foi retirada. Isso foi agravado com o assassinato do pré-candidato Miguel Uribe Turbay, que morreu em 11 de agosto de 2025, vítima de um atentado sofrido no dia 7 de junho do mesmo ano.

Nos resultados do primeiro turno, o candidato do Movimento de Salvação Nacional (MSN), Abelardo de la Espriella, inesperadamente ficou em primeiro lugar com 43% dos votos, seguido pelo segundo colocado do partido governista Pacto Histórico, Iván Cepeda, que obteve 40% dos votos. Como nenhum dos candidatos obteve ao menos 50% para vencer no primeiro turno, um segundo turno foi realizado em . De la Espriella venceu a disputa com uma vantagem apertada de quase 1% dos votos, recebendo 49,66% do eleitorado, enquanto Cepeda recebeu 48,70% dos votos. O candidato governista contestou os resultados preliminares da eleição, que concediam a vitória ao seu adversário, relatando erros em 33 mil mesas eleitorais e pedindo impugnação delas; no entanto, com o escrutínio finalizado, que confirmou a vitória de De la Espriella, Iván Cepeda reconheceu os resultados, embora Petro, que alegou fraude e interferência estrangeira desde o primeiro turno, tenha feito o contrário.

Contexto Na eleição presidencial anterior, em 2022, como nenhum dos candidatos alcançou o limite necessário dos votos no primeiro turno, foi realizado um segundo turno entre Gustavo Petro e Rodolfo Hernández Suárez. Petro venceu a disputa, tornando-se o primeiro candidato de esquerda eleito presidente da Colômbia desde a independência do país, em 1810. Os resultados do segundo turno registraram o menor índice de votos nulos e em branco em mais de vinte anos e uma participação de 58,17%, a mais alta desde 1998.

Desde que assumiu o cargo, Petro e seus aliados estiveram envolvidos em vários escândalos. Um deles, apelidado de "Nannygate", envolveu a divulgação de gravações do então embaixador na Venezuela, Armando Benedetti, conversando com a chefe de gabinete de Petro, Laura Sarabia, sobre possível financiamento ilegal e ameaças de revelar informações comprometedoras sobre rivais da campanha. Ambos foram forçados a renunciar aos seus cargos como resultado. O escândalo reduziu a aprovação de Petro, sendo visto pelo público como um indício de corrupção dentro do governo. Sua aprovação presidencial caiu para 26% em julho de 2023, segundo uma pesquisa da Datexco.

Em 2025, Petro demitiu todo o seu gabinete para reavaliar suas escolhas anteriores à luz da nomeação de Armando Benedetti como chefe de gabinete e da promoção de Laura Sarabia, então com trinta anos, a ministra das Relações Exteriores; ambos estavam envolvidos em um escândalo de financiamento de campanha. O bloqueio de suas principais reformas trabalhista e da saúde no Legislativo, a prisão de seu filho em um escândalo de lavagem de dinheiro envolvendo financiamento eleitoral, e o escândalo envolvendo seus ministros contribuíram para a queda do apoio popular ao presidente. Ainda assim, os índices de aprovação de Petro se recuperaram de forma significativa, chegando a 49% em fevereiro de 2026.

Seu governo tem sido caracterizado por uma política econômica progressista, incluindo um aumento substancial do salário mínimo, o fortalecimento do marco legal dos direitos trabalhistas, a redistribuição de terras para camponeses e maiores gastos sociais. A pobreza e o desemprego diminuíram, mas seus opositores apontam para um aumento da dívida pública. Sua política de “Paz Total”, voltada à desmobilização de todos os grupos armados e ao encerramento definitivo do conflito colombiano, é geralmente considerada um fracasso. Ele encerra seu mandato com um índice de aprovação em torno de 50%, contra 43% de desaprovação.

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