Os pós-bióticos são preparações de micro-organismos inanimados ou componentes celulares que conferem benefícios à saúde do hospedeiro, segundo a definição consensual da Associação Científica Internacional de Probióticos e Prebióticos (ISAPP). Diferindo dos probióticos por prescindirem de bactérias vivas, estes compostos integram estruturas celulares inativas, fragmentos de membranas e metabolitos solúveis gerados por fermentação bacteriana prévia, tais como ácidos gordos de cadeia curta (como o acetato e o butirato), enzimas, peptídeos funcionais e polissacarídeos. Esta ausência de viabilidade celular confere-lhes uma estabilidade química e física excecional, o que prolonga o tempo de prateleira, simplifica a cadeia de distribuição e elimina os riscos de infeção ou de translocação bacteriana em indivíduos imunocomprometidos. No organismo, o seu mecanismo de ação baseia-se na modulação da resposta imunitária e na otimização da sinalização neuroendócrina, atuando tanto no reforço da barreira epitelial intestinal como na inibição competitiva de agentes patogénicos. Graças a esta segurança biológica e versatilidade tecnológica, os pós-bióticos registam uma forte expansão de mercado, impulsionando a inovação em alimentos funcionais, suplementação clínica, dermatologia cosmética e nutrição animal sustentável.
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