Regina Helena Pires de Brito, mais conhecida como Regina Brito, é uma professora universitária e linguista brasileira.

Formação acadêmica Graduação em Letras Clássicas e Vernáculas pela FFLCH-USP. Doutora e Mestre em Linguística também pela FFLCH-USP, com estágio pós-doutoral na Universidade do Minho (Portugal)https://www.escavador.com/sobre/451019/regina-helena-pires-de-brito.

Pesquisa e atuação acadêmica

Contribuições para o cenário linguístico de Timor-Leste Regina Helena Pires de Brito é coordenadora de projetos institucionais internacionais de difusão linguística do português junto à Universidade Nacional Timor Lorosa'e, aos quais se dedica desde 2001. Ela é autora de diversos artigos acadêmicos sobre o quadro linguístico de Timor-Leste, inclusive em conjunto com o linguista timorense Benjamim de Araújo e Côrte-RealCORTE-REAL, Benjamim; BRITO, Regina Helena Pires de. Aspectos da política linguística de Timor-Leste: Desvendando contracorrentes. In: MARTINS, Moisés de Lemos; SOUSA, Helena; CABECINHAS, Rosa (eds.). Comunicação e lusofonia: Para uma abordagem crítica da cultura e dos media. Porto: Campo das Letras, 2006. p. 123-131.. Em seus artigos também dá enfoque ao ensino do português em Timor-LesteBRITO, Regina Helena Pires de; BUENO, Alexandre Marcelo. Ensinar português em Timor-Leste: relatos e reflexões. Confluência, [S.L.], p. 150-173, 13 fev. 2022. Liceu Literario Portugues. http://dx.doi.org/10.18364/rc.2022n62.478., trazendo relatos de projetos realizados no país, como o Projeto Universidades em Timor-Leste.https://www.youtube.com/watch?v=V6YKH1c7A6M

Projeto Universidades em Timor-Leste O Projeto Universidades em Timor-Leste teve como objetivo a sensibilização para a comunicação na língua portuguesa. A ação foi feita por meio de músicas brasileiras, já que existia uma certa resistência dos jovens em relação ao aprendizado do português, pois haviam sido alfabetizados em língua indonésia. O curso foi oferecido a 700 timorenses, não só na Universidade, mas também para crianças na Escola Básica Filial Duque de Caxias e nas Forças Armadas timorenses. Aconteceu em 2004 e surgiu a partir de uma experiência de Alfabetização Solidária realizada em 2001. A proposta foi criada por Regina Brito, Benjamim Abdala Júnior e Benjamim de Araújo e Côrte-Real, reitor da Universidade Nacional Timor Lorosa'e na época. Teve apoio, pelo lado brasileiro, do então Ministro da Cultura Gilberto Gil e, pelo lado timorense, do então Presidente da República Xanana Gusmão. As atividades eram realizadas em Timor-Leste por jovens estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, USP e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como projeto de extensão. Brito, R.H.P.; Faccina, R. e Busquets, V.L. (2006) Sensibilizando para a comunicação em língua portuguesa: uma experiência em Timor-Leste . São Paulo: MackPesquisa.

Programa Docentes Lusófonos na UNTL

Entre 2011 e 2012, Regina Brito coordenou, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Programa Docentes Lusófonos na Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL). A iniciativa reuniu 40 professores oriundos de países lusófonos para atuar na capacitação de docentes timorenses, na ministração de disciplinas em língua portuguesa e na reformulação de ementas de 17 cursos de graduação da universidade. Financiado pela universidade timorense, o programa contribuiu para o fortalecimento da estrutura acadêmica da UNTL e para a consolidação do português como língua de ensino superior no país, constituindo uma importante ação de cooperação universitária internacional no espaço da lusofonia. Brito, R.; Almeida, C.P.; Molina, R. Extensão na pós-graduação: mais que uma rima. In: Pons, I.R.; Almeida, C.P. Extensão na Educação Superior Brasileira: motivação para os currículos ou “curricularização” imperativa . São Paulo: Ed. Mackenzie, 2015. p. 47-78.

Doutorado Interinstitucional Internacional em Letras (UPM–UNTL)

Entre 2022 e 2025, Regina Brito coordenou o Doutorado Interinstitucional (DINTER) em Letras entre a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), do Brasil, e a Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL), de Timor-Leste, aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O programa teve como objetivo formar recursos humanos altamente qualificados e fortalecer a pós-graduação em Timor-Leste, formando 13 doutores em Letras, docentes da UNTL. A iniciativa que teve o linguista timorense Benjamim de Araújo e Côrte-Real como coordenador pela UNTL, contribuiu para a ampliação da produção científica em língua portuguesa, para o fortalecimento institucional da universidade timorense e para a criação de condições para a futura implantação de um doutorado autônomo em Língua Portuguesa no país, constituindo uma referência de cooperação acadêmica internacional no âmbito da lusofonia e da internacionalização da pós-graduação brasileira. Corte-Real, B. et. al. Timor-Leste no centro: integração entre Universidades como estratégia de sustentabilidade e cooperação em língua portuguesa. 15.ª CONFERÊNCIA FORGES | Conferência 2025: A promoção da investigação científica em língua portuguesa face aos desafios globais . Associação Forges, 2025. https://eventos.aforges.org/wp-content/uploads/sites/63/sites/64/2026/02/livro_atas_15CONF_FORGES2025.pdf https://www.mackenzie.br/noticias/artigo/n/a/i/universidade-mackenzie-participa-da-formacao-dos-primeiros-doutores-de-timor-leste

Manifesto de Óbidos É uma grande defensora do português como língua de ciência. Em 2022, no festival Fólio Educa, na cidade de Óbidos, em Portugal, participou, juntamente com Luísa Paolinelli e José Eduardo Franco, da criação do "Manifesto de Óbidos pela língua portuguesa - por uma língua de culturas que seja também uma língua de ciência" https://peticaopublica.com/?pi=PT117928. Segundo o documento, outros entusiastas rapidamente se uniram à manifestação, como Carlos Fiolhais, Moisés Martins, Paulo Santos e Roque Rodrigues. O Manifesto reivindica o lugar da língua portuguesa dentro da pesquisa científica, dando destaque ao fortalecimento do plurilinguismo e pluricentrismo do português, além da importância de recursos para a pesquisa e tradução.

Referências