Madeira Feita Cruz foi o segundo romance escrito por Nélida Piñon, publicado em 1963 pela Edições G. R. D.

Recepção crítica Otávio de Faria, em crítica de 18 de dezembro de 1963, no Correio da Manhã, afirma que em Madeira Feita Cruz, "Nélida Piñon ainda não atinge o seu ponto máximo, aquilo que sentimos que dela podemos exigir — porque, mais cedo ou mais tarde (e, quem sabe, já com o prometido “Primogênito Dos Mortos”), inevitavelmente nos dará — mas, de qualquer modo, logra um belíssimo romance; de uma “classe” raramente conseguida entre nós" .

De visão mais acre sobre o livro, Assis Brasil, em crítica de 18 de dezembro de 1963, no Jornal do Brasil, aduz que "O que dissemos, agora em síntese, de Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo (1961), pode ser aplicado a Madeira Feita Cruz. A autora continua exata em seu processo, talvez justificando o que dissemos atrás sobre sua sinceridade em documentar e o que julga o seu caminho ou a sua sombra. E é exatamente em seu segundo romance que a escritora mostra mais ainda a limitação de seus recursos, ou seus recursos limitados pela estreiteza de sua concepção artística".

Já Elvira Foeppel, no Jornal Leitura, em crítica de 1964, recepciona favoravelmente o romance, e afirma que Nélida Piñon "É tão cerebral sua literatura que a disposição de diálogos e a estrutura de suas frases queimam e confundem o leitor comum, ainda sem preparação para tal tipo de leitura de imaginação e linguagem inconformadas. Inegàvelmente, Nélida Piñon fica isolada e em lugar especial no campo cultural nacional, justificando-se sua posição de destaque pela originalidade de sua temática e pela agudeza de sua sensibilidade de romancista, asfixiante e dolorosa".

Lançamento O livro foi lançado em 13 de novembro de 1963, na Livraria Camargo, em Copacabana. Dentre as figuras ilustres que compareceram estavam Clarice Lispector, Marly de Oliveira, Maria Alice Barroso, Camila Amado e Zora Seljan.

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