Operação Bananero foi uma operação policial de combate ao tráfico internacional de cocaína, desenvolvida pela Polícia Judiciária (PJ) em junho de 2022. No decurso da operação, foram apreendidas 8,135 toneladas de cocaína, dissimuladas em paletes de caixas de bananas transportadas em três navios que chegaram ao Porto de Setúbal provenientes de portos colombianos. A apreensão foi uma das maiores de cocaína alguma vez realizadas em território português.

Operação

A operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, com o apoio do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal. Decorreu durante as três semanas anteriores ao anúncio público da apreensão, em 23 de junho de 2022.

A cocaína encontrava-se escondida em elevado número de paletes de caixas de bananas, transportadas nos porões de três navios de uma linha comercial que efetuava semanalmente ligações entre portos da Colômbia e vários portos europeus. Segundo a PJ, o carregamento destinava-se a abastecer circuitos ilícitos de consumo em diversos países da Europa.

O comunicado público da PJ não identificou suspeitos nem anunciou detenções, indicando apenas que a investigação continuava em articulação com autoridades de outros países.

Cooperação internacional

Além da PJ, participaram na operação a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Guarda Nacional Republicana. A investigação contou também com o apoio de autoridades policiais estrangeiras e da Europol.

A operação inseriu-se no esforço da PJ para intercetar grandes carregamentos de cocaína destinados ao continente europeu. Até 23 de junho de 2022, tinham sido apreendidas em Portugal 12,176 toneladas de cocaína, valor 22,7 % superior ao total apreendido durante todo o ano de 2021.

Ligação noticiada a Rúben Oliveira

Uma investigação publicada pela revista Visão em março de 2023 associou a Operação «Bananero» a atividades atribuídas a uma rede de tráfico ligada a Rúben Oliveira, conhecido como «Xuxas». Segundo a publicação, a PJ acompanhou as movimentações e comunicações de Oliveira durante a operação e os três navios visados chegaram ao porto de Setúbal em 3, 9 e 16 de junho de 2022.

A mesma reportagem indicou que a droga foi apreendida antes de chegar ao destino previsto para a carga de bananas. A PJ não identificou publicamente Rúben Oliveira ou outros suspeitos no comunicado inicial da operação.

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