O espetáculo do intervalo da Copa do Mundo FIFA de 2026 foi o espetáculo realizado durante o intervalo da partida final do torneio. Ocorreu em 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. O evento teve como atrações principais Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, e contou com participações de Burna Boy, Gustavo Dudamel, PS22 Chorus, Coldplay e os personagens de Vila Sésamo e Os Muppets, marcando o primeiro show de intervalo da história da Copa do Mundo FIFA. A produção foi feita pela FIFA e pela Global Citizen, com o objetivo de arrecadar 100 milhões de dólares para o FIFA Global Citizen Education Fund, que ajuda a erradicar a extrema pobreza e aumentar o acesso de crianças ao esporte.

O show gerou controvérsias devido a preocupações com a mercantilização do esporte, a violação da regra do intervalo de quinze minutos e problemas de transmissão.

Antecedentes miniaturadaimagem|Chris Martin, o curador do show|237x237px Antes de o show de intervalo do Super Bowl LVIII ser estrelado pelo músico norte-americano Usher em fevereiro de 2024, Greg O'Keeffe do The Athletic publicou um artigo questionando se uma apresentação semelhante seria ideal para torneios de futebol como a Copa do Mundo da FIFA ou a Liga dos Campeões da UEFA. Tim Crow, um consultor de marketing que trabalha com várias marcas patrocinadoras da FIFA e da UEFA, sinalizou que ambas as organizações "pressionaram para estender o intervalo de olho nas oportunidades". Em 2024, o cofundador da Global Citizen, Hugh Evans, sugeriu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a ideia de um show de intervalo durante a final do Mundial de Clubes da FIFA de 2025, vendo a iniciativa como uma "oportunidade para ver o que poderíamos aprender com esse processo, mas também para dar início ao FIFA Global Citizen Education Fund". O espetáculo foi anunciado em junho de 2025, tornando-se o primeiro show de intervalo da história da FIFA, produzido em parceria com a Global Citizen e com o curador do Global Citizen Festival, Chris Martin, do Coldplay. Além disso, Evans e Martin discutiram a ideia do show de intervalo para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 com vários produtores, incluindo Hamish Hamilton e Ben Winston.

Em 28 de setembro de 2024, a FIFA e a Global Citizen anunciaram um acordo de quatro anos com o objetivo de ajudar a erradicar a pobreza extrema e expandir o acesso ao esporte e à educação de qualidade para crianças ao redor do mundo. Simultaneamente, as entidades anunciaram a coprodução do primeiro show de intervalo da história para uma final de Copa do Mundo da FIFA, programado para a decisão da Copa do Mundo da FIFA de 2026 no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Em 5 de março de 2025, a FIFA anunciou que o Coldplay auxiliaria na seleção da lista de atrações musicais. Infantino comentou: "Este será um momento histórico para a Copa do Mundo da FIFA e um show digno dos maiores eventos esportivos do mundo". Evans acrescentou que o espetáculo seria "uma estreia mundial, um momento inovador no qual esporte, música e cultura se fundem, celebrando o poder único do futebol de unir a todos nós".

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Em 13 de maio de 2026, foi anunciado que a cantora estadunidense Madonna, a cantora colombiana Shakira e o grupo sul-coreano BTS seriam as atrações principais do espetáculo, que também contaria com a participação dos Muppets e de personagens da Vila Sésamo. O anúncio foi feito em um vídeo compartilhado nas redes sociais, no qual Martin revelou os artistas ao lado dos Muppets e dos personagens da Vila Sésamo. A Live Nation Entertainment e a Done+Dusted foram anunciadas como coprodutoras do evento. No mesmo dia, a programação foi apresentada na cúpula Global Citizen NOW, em Nova Iorque, com a presença de Infantino, Evans, do jogador de futebol Kaká e Shakira.

A FIFA e a Global Citizen anunciaram que o evento visava arrecadar 100 milhões de dólares para o Fundo de Educação FIFA Global Citizen.Fontes da Global Citizen confirmaram ao The Athletic que Madonna, Shakira e o BTS não receberiam cachês pelas apresentações, pois estavam "doando seu tempo à organização de justiça social". No comunicado à imprensa, Madonna descreveu a oportunidade de apoiar o Fundo de Educação FIFA Global Citizen como "profundamente significativa". Shakira comentou: "Passei a vida fazendo duas coisas: criando músicas e construindo escolas. Na Copa do Mundo da FIFA, esses dois caminhos se unem".

Madonna revelou que, por ser fã de futebol, queria se apresentar no evento, acrescentando: "Venho insistindo e perturbando meu empresário há mais de um ano sobre isso". Shakira e Burna Boy gravaram a canção oficial do torneio, "Dai Dai", lançada em 14 de maio de 2026, que se tornou um grande succeso comercial, alcançando o topo da parada global do Spotify. A faixa foi incluída no álbum oficial da competição, Official FIFA World Cup 2026 Album, lançado em 5 de junho de 2026. Em 11 de junho de 2026, Shakira e Burna Boy apresentaram a canção na cerimônia de abertura da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Cidade do México. Shakira revelou que também a apresentaria no espetáculo do intervalo da final. Em 25 de junho de 2026, a FIFA lançou uma edição expandida do álbum oficial, incluindo a "versão FIFA" de "Read My Lips", gravada por Madonna e Feid para o décimo quinto álbum de estúdio da cantora, Confessions II (2026). Em 8 de julho de 2026, a FIFA anunciou que o cantor canadense Justin Bieber se apresentaria como atração principal, contando também com participações de Burna Boy, Gustavo Dudamel, PS22 Chorus e Coldplay.

Desenvolvimento miniaturadaimagem|MetLife Stadium durante o show de intervalo O espetáculo foi dirigido por Hamilton, que já havia dirigido todos os shows do intervalo do Super Bowl desde 2010. O show foi preparado durante meses em colaboração com todos os artistas. Guy Carrington o descreveu como "uma mega-mixagem coesa e altamente coordenada". Querendo torná-lo representativo do mundo e criar "um verdadeiro momento de colaboração e união", Martin convidou artistas de diferentes países. Para proteger a grama e não causar impacto negativo na partida em si, os produtores planejaram estender um grande pano sobre o campo e ordenaram que todos os participantes usassem calçados leves. A área de apresentação, incluindo os materiais de palco e os carrinhos de câmera, foi projetada para se mover rapidamente, de modo que a equipe de produção pudesse montá-la e desmontá-la em 3 a 4 minutos.

Em 14 de maio de 2026, a BBC Sport noticiou que o espetáculo estava planejado para ter 11 minutos de duração. A revista The Atlantic informou que a FIFA planejava usar o gramado do MetLife Stadium para o espetáculo, ao contrário do espetáculo do intervalo da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2025, que foi realizado em um palco elevado nas arquibancadas para evitar qualquer impacto no gramado. Além disso, informou que o intervalo para o espetáculo seria significativamente maior do que os 15 minutos regulamentares do futebol, codificados pela International Football Association Board. Em 14 de julho de 2026, a BBC Sport noticiou que o intervalo deveria durar entre 20 e 25 minutos e que o espetáculo de 11 minutos estava planejado para começar após o intervalo normal de 15 minutos. A The Atlantic acrescentou que a FIFA tinha como meta que o intervalo não durasse mais de 20 minutos. Em 17 de julho de 2026, as emissoras foram informadas pela FIFA de que o intervalo duraria 18 minutos, incluindo 7 minutos de montagem do palco e 11 minutos de espetáculo.

O show foi dividido em capítulos, com cada ato recebendo cerca de 1 minuto e 45 segundos para sua performance. Incluiu aparições surpresa de Jason Sudeikis e Brendan Hunt como seus personagens da série de televisão Ted Lasso, encorajando Bieber antes de sua performance.

Recepção

Controvérsia sobre o anúncio

O anúncio do evento gerou controvérsias na mídia e na comunidade do futebol, sendo visto como uma americanização e comercialização do esporte. Ben Church, da CNN, comentou que os "puristas" do futebol encararam a iniciativa como "algo tão distante das origens do esporte que parece delirante e quase profano". Houve também preocupações quanto à violação da regra da International Football Association Board, segundo a qual o intervalo da partida não pode exceder 15 minutos — podendo ser alterado apenas com a permissão do árbitro —, uma vez que um intervalo mais longo poderia afetar a rotina e a recuperação dos jogadores.

Crow comentou: 'O futebol é diferente da NFL, que tem paralisações mais frequentes e equipes de ataque e defesa distintas. No futebol, haveria dúvidas sobre como manter os jogadores aquecidos e prontos para o jogo durante 30 minutos.' Ele acrescentou também que os esportes nos Estados Unidos, incluindo o Super Bowl, foram estruturados "com base em um modelo comercial, como um meio de vender publicidade televisiva", enquanto na Europa "ainda poderia haver menos interesse do público e menor tolerância à quantidade de anúncios que o espetáculo do intervalo do Super Bowl apresenta". O jornalista esportivo Gabriele Marcotti comentou: "Jogadores de futebol profissional estão acostumados a intervalos de 15 minutos. Eles são atletas. Se você alterar a rotina deles, eles podem esfriar, superaquecer, ficar com a musculatura rígida ou qualquer coisa do tipo. Não vale a pena correr o risco de prejudicar isso".

Por outro lado, Crow comentou que o espetáculo era 'apenas mais um choque cultural em um torneio repleto exatamente disso'. Ele opinou que, para os estadunidenses, 'entretenimento e esporte sempre caminharam juntos', questionando: 'por que um país-sede não deveria imprimir sua própria identidade nas partidas disputadas em seu território?'. Além disso, ele lembrou das diversas colaborações entre a FIFA e Shakira ao longo dos anos e acrescentou: 'Temos também o BTS, a megabanda de K-pop que mobilizou um movimento, e Madonna que, bem, é simplesmente Madonna — quem não gosta de um pouco de "Like a Prayer"?'. Marcotti comentou que 'o futebol precisa evoluir, e talvez este seja um passo necessário'. Ele acrescentou que a FIFA é uma corporação comercial e que as associações nacionais 'elegem Gianni Infantino em grande parte porque ele continuará gerando receitas e redistribuindo-as pelo mundo'.

O The Guardian noticiou que várias emissoras que transmitiriam a Copa do Mundo procuraram a FIFA em busca de esclarecimentos sobre a duração do evento, mas não obtiveram respostas. O evento causou transtornos, especialmente para as emissoras comerciais, cujas equipes de publicidade precisavam vender espaços comerciais. Em maio de 2026, foi noticiado que a BBC decidiu não transmitir o evento durante a cobertura televisiva principal — preferindo que comentaristas analisassem os primeiros 45 minutos — e optou por exibi-lo apenas em suas plataformas digitais. A ITV tomou a mesma decisão. No entanto, em 15 de julho de 2026, foi relatado que ambas as emissoras decidiram exibir o evento.

Recepção da crítica O escritor Neil McCormick, do The Daily Telegraph, declarou que "Em vez de optar pelo tipo de produção espetacular e grandiosa frequentemente vista em eventos esportivos como o Super Bowl de futebol americano, a Copa do Mundo, surpreendentemente, optou por manter as coisas charmosas, amigáveis ​​e intimistas". Ele criticou a introdução pré-gravada de Madonna, mas teve uma opinião positiva sobre os outros artistas principais. Lindsay Zoladz, do The New York Times, argumentou que o show foi "impecavelmente coreografado", mas também "tematicamente confuso", comentando sobre seu formato episódico e mensagens inofensivas.