Maria Coeli Simões Pires (Serro, 27 de abril de 1952) é uma jurista, escritora, professora universitária e administradora pública brasileira. Desenvolveu carreira acadêmica nas áreas de Direito Administrativo e Teoria do Estado, conciliando a docência com o exercício de cargos na administração pública do estado de Minas Gerais. Também é autora de obras jurídicas e literárias, incluindo livros de poesia, crônicas e memórias.
Formação acadêmica
Graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Obteve os títulos de mestre e doutora em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com atuação acadêmica voltada ao Direito Administrativo, Direito Urbanístico e patrimônio cultural. Em 2015, foi homenageada com a publicação do livro corporativo "Estado e Propriedade – Estudos em Homenagem à Professora Maria Coeli Simões Pires", que celebrou sua produção intelectual e de pesquisa.
Carreira
Ingressou por concurso público na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde exerceu funções técnicas e de direção de alto escalão, incluindo cargos de Procuradora-Geral, Consultora-Geral e Secretária-Geral da Mesa.
Durante sua trajetória no parlamento mineiro, participou da coordenação técnica dos trabalhos da Assembleia Constituinte estadual, responsável pela elaboração da Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989.
No Poder Executivo do Estado de Minas Gerais, atuou no secretariado de governo, tendo exercido as funções de Secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes e, posteriormente, de Secretária de Estado da Casa Civil e de Relações Institucionais.
Como docente, integrou o corpo de professores da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, lecionando e orientando pesquisas nas disciplinas de Direito Administrativo e Teoria do Estado.
Obra literária
Paralelamente à atuação técnico-jurídica, desenvolveu produção literária na poesia, prosa e ensaios. É autora de livros como Serro, Balaio de Taquara, Despejo (gênero lírico) e do romance Inquilinos do Tempo, produções que dialogam frequentemente com a história, a memória, a identidade e o patrimônio cultural de sua região natal e de Minas Gerais.