Pedro Jorge de Melo e Silva (Maceió,1946 - Olinda, ) foi um procurador de justiça brasileiro.

Biografia Nascido em Maceió em 1946, formou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco em 1972, ingressando no Ministério Público em 1975, e em 1977, se tornou chefe da Procuradoria da República no Estado de Pernambuco. A fraude da mandioca O tenente reformado David Jurubeba, após ter um pedido de financiamento negado na agência do Banco do Brasil em Floresta, decidiu denunciar o escândalo à justiça, sentindo-se injustiçado pela negativa do banco. O município fazia parte do Proagro, programa de incentivo agrícola existente na época, e nesse município, foram detectados cerca de 300 financiamentos irregulares, que foram destinados a pessoas fictícias e agricultores pobres que assinaram documentos sem saber o que eram e os tornaram devedores de milhões de cruzeiros. Os empréstimos seriam feitos para o plantio de mandioca. O desvio chegava a 1,5 bilhão de cruzeiros, cerca de 20 milhões de reais em valores atualizados , que foram destinados a compra de imóveis, automóveis e outros bens. O caso foi distribuído para Pedro Jorge, que fora ameaçado várias vezes por seu papel na investigação do caso. Morte Foi assassinado enquanto saía de uma padaria em Olinda, com seis tiros, sendo três à queima-roupa. Um dos envolvidos no escândalo da mandioca, relatado por Pedro Jorge, o Major José Ferreira dos Anjos (Major Ferreira), foi condenado pelo homicídio a 32 anos de prisão, porém esteve foragido por 12 anos e foi recapturado em 1995, sendo posto em liberdade em 2003, após indulto presidencial, e falecendo em 2018, após uma parada cardíaca.

Inscrição no Livro de Aço Foi incluído no Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria em 30 de junho de 2026, pela Lei nº 15.446/26, em legislação sancionada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, resultado da aprovação do projeto de lei nº 3663/23, de autoria da senadora Teresa Leitão. Na justificativa do projeto, Teresa afirmou: "Pela grandeza e destemor de sua atuação, por sua trajetória de extraordinária determinação e coragem de investigar figuras poderosas e lutar contra ações de corrupção – mesmo diante das constantes ameaças –, acredito que é hora de prestar a Pedro Jorge de Melo e Silva o devido reconhecimento, razão pela qual conto com o apoio dos nobres Parlamentares para a aprovação desta proposição."

Vida pessoal Era casado com Maria das Graças Vigas da Silva e tinha duas filhas, Roberta e Marisa, ainda crianças na época dos fatos.

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