Ruehssia otoniensis é uma espécie de planta da família Apocynaceae e do gênero Ruehssia. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2019 por Fabio da Silva do Espírito Santo e Alessandro Rapini. A espécie havia sido descrita anteriormente sob o basiônimo Marsdenia otoniensis (gênero Marsdenia) em 1993 por Gilberto N. Morillo e Jorge Fontella.
Descrição Arbusto ereto, até 1,0 m alt.; ramos glabrescentes, pubescentes quando jovens. Folhas com pecíolo 0,3–0,6 cm compr., pubescente; lâmina 2,0–6,0 × 0,7–1,85 cm, elíptica a oblongo-elíptica, base cuneada, ápice agudo a cuneado, margens revolutas, adaxialmente sem coléteres na base da nervura principal, ocasionalmente com 1, subcoriácea glabra. Inflorescências umbeliformes, 6–9 flores; pedúnculo 1,0–1,3 cm compr., pubescente; brácteas 0,65–8,0 × 0,35–0,5 mm, ovadas, margens ciliadas; pedicelo 0,8–1,1 mm, pubescente. Sépalas 1,7–2,4 × 1,1–1,4 mm, ovadas a elípticas, ápice obtuso a arredondado, margens ciliadas, abaxialmente glabrescentes, adaxialmente com 5 coléteres alternissépalos na base do cálice. Corola curto-tubular a urceolada, abaxialmente creme-amarelada, “castanha” ou rósea, glabra, adaxialmente creme-amarelada, “castanha” ou lilás, tomentosa, tricomas alcançando a metade superior do tubo e metade inferior dos lobos; tubo 2,7–3,2 × 1,8–2,0 mm; lobos 1,0–1,3 × 0,7–1,0 mm, ovados, eretos a suberetos, ápice obtuso, margens não ciliadas. Corona com lobos 0,65–0,9 × 0,3–0,45 mm, porção inferior curto-auriculada, subovada a sub-retangular, porção superior oblonga a oblongo-obovada, completamente adnatos ao dorso das anteras. Ginostégio ca. 2 mm alt., curto-estipitado (estipe ca. 0,7 mm alt.), incluso ao tubo da corola; cabeça estilar ca. 0,65 × 0,5 mm, cônica, levemente bilobada; anteras ca. 0,3 × 0,09 mm, apêndices apicais 0,9–1,05 × 0,32–0,4 mm, oblongos-triangulares; retináculo 0,15–0,17 × ca. 0,05 mm, lanceolado, ápice obtuso a arredondado, ereto; caudículos 0,04–0,06 mm compr.; polínias 0,27–0,30 × 0,08–0,11 mm, oblongo-obovoides. Folicários ca. 5,0 × 1,6 cm, ovoides, glabros. Extraído de Espírito Santo (2017).
Ruehssia otoniensis caracteriza-se pelo hábito arbustivo, ereto, pelas folhas pecioladas, lâmina elíptica a oblongo-elíptica, reduzida (< 6,1 × 1,9 mm), inflorescências umbeliformes, paucifloras, corola curto-tubulosa a urceolada (< 3,3 mm compr.), lobos pequenos e eretos a suberetos (< 1,4 × 1,1 mm), lobos da corona formados por uma porção inferior curto-auriculada, subovada a sub-retangular e por uma porção superior oblonga a oblongo-obovada, completamente adnatos ao dorso das anteras, e pelas reduzidas dimensões de todas as peças florais internas. Pelo hábito arbustivo, morfologia das inflorescências e peças florais pode ser morfologicamente relacionada a R. caatingae (veja comentários naquela espécie), que também ocorre em afloramentos rochosos. Está restrita ao inselbergues do estado de Minas Gerais, nos municípios de Teófilo Otoni e Carlos Chagas, e na “rodovia que liga Nanuque a Teófilo Otoni” (localidade tipo). Encontrada com flores em agosto, dezembro, março e abril, e com frutos em março. Extraído de Espírito Santo (2017). Ligações externas Ruehssia otoniensis no projeto Flora e Funga do Brasil Ruehssia otoniensis no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Ruehssia otoniensis na Biodiversity Heritage Library Ruehssia otoniensis no GBIF
Links externos para sinônimos Marsdenia otoniensis no projeto Flora e Funga do Brasil Documentos sobre Marsdenia otoniensis na Biodiversity Heritage Library Marsdenia otoniensis no GBIF
Categoria:RuehssiaCategoria:Espécies descritas em 2019