URBEXPLORE é uma plataforma digital e aplicação móvel portuguesa dedicada ao mapeamento, catalogação e preservação ética de património histórico abandonado e ruínas em Portugal e na Península Ibérica. Fundada pelo designer e programador João Pedro Barbosa Coelho, a plataforma promove o turismo de exploração urbana (urbex) através de um modelo focado na segurança dos utilizadores e no combate ao vandalismo dos espaços patrimoniais.
História e desenvolvimento A ideia da URBEXPLORE surgiu no verão de 2024, quando o seu fundador, João Pedro Barbosa Coelho, então estudante da licenciatura em Engenharia Informática na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico do Porto (ESTG P.PORTO), decidiu desenvolver uma ferramenta de geolocalização otimizada para dispositivos móveis com foco em exploração urbana. O desenvolvimento técnico inicial, focado na segurança de bases de dados e boas práticas de desenvolvimento móvel, contou com o apoio do docente universitário Bruno Oliveira e do estudante João Oliveira.
A primeira versão da aplicação foi lançada oficialmente em outubro de 2025, após um período de testes beta que envolveu cerca de 200 utilizadores do meio académico e entusiastas da área. Em janeiro de 2026, foi disponibilizada a versão 2.0 da plataforma, que acrescentou recursos de mapeamento tridimensional, perfis de utilizador e ferramentas comunitárias integradas para a partilha de alertas de segurança.
Expansão e métricas A partir de 2026, a plataforma expandiu a sua cobertura geográfica para Espanha, integrando o mapeamento de ruínas e pontos de interesse histórico no sul da Galiza, considerada a sua versão 3.0.
De acordo com dados reportados pela imprensa em janeiro de 2026, a URBEXPLORE contava na altura com mais de 850 locais catalogados e cerca de 2 500 utilizadores ativos, apoiados por uma comunidade de mais de 900 membros no Discord.
Segundo os dados de crescimento divulgados no próprio website oficial da plataforma, a URBEXPLORE registava mais de 2 200 locais mapeados (dos quais mais de 1 700 em Portugal e cerca de 500 em Espanha), com uma base superior a 5 400 utilizadores ativos. Nas lojas oficiais de distribuição de aplicações, a plataforma mantém uma avaliação média de 4,74 estrelas.
Funcionamento e filosofia A plataforma funciona através de uma base de dados georreferenciada onde os locais propostos pelos utilizadores passam por um processo de curadoria manual e cruzamento de informações públicas. O objetivo deste processo é verificar o estado efetivo de abandono dos imóveis, evitar a invasão de propriedades privadas ativas e mapear riscos estruturais ou físicos associados a cada edifício ou estrutura industrial.
Para garantir a proteção e a conservação de patrimónios mais vulneráveis ou de elevado valor histórico, a aplicação implementa um sistema de níveis de acesso (Bronze, Prata, Platina e Diamante). Enquanto os locais classificados como Bronze, Prata e Ouro (espaços de maior exposição pública e menor risco de danos) estão acessíveis através de uma taxa de aquisição única básica, os níveis Platina e Diamante (locais sensíveis ou mais bem preservados) exigem um estatuto obtido mediante doações livres direcionadas para a manutenção técnica da infraestrutura. Este mecanismo foi concebido como um filtro de responsabilidade comunitária para reduzir o vandalismo e o desgaste excessivo das ruínas, alinhando-se com a filosofia ética da exploração urbana de "não tirar nada além de fotos, não deixar nada além de pegadas".
Referências