Uma patovar (abreviatura de pathological variant, grafado como pv. na nomenclatura biológica) é uma categoria taxonómica infraespecífica fundamental na fitopatologia que agrupa estirpes de uma mesma espécie bacteriana que partilham perfis bioquímicos e morfológicos idênticos, mas que se distinguem estritamente pela sua capacidade de infetar hospedeiros vegetais específicos. Esta subdivisão prática, gerida pela Sociedade Internacional de Fitopatologia (ISPP) sob a égide do Código Internacional de Nomenclatura de Procariotas, é ilustrada de forma clara pelo género Xanthomonas: a espécie Xanthomonas campestris subdivide-se na patovar campestris (pv. campestris), responsável pela podridão-negra em brássicas como a couve, e na patovar musacearum (pv. musacearum), que causa a murchidão bacteriana em bananeiras. Do ponto de vista molecular, esta rigorosa especialização fitopatogénica é ditada por determinantes de virulência específicos, como os sistemas de secreção do tipo III (T3SS) e as proteínas efetoras que interagem diretamente com o sistema imunitário da planta hospedeira, superando as suas defesas biológicas. Consequentemente, a identificação precisa de uma patovar — historicamente realizada através de testes de inoculação cruzada em plantas indicadoras e atualmente acelerada por técnicas de sequenciação genómica e PCR — é um pilar indispensável para a biossegurança global, pois permite a aplicação de medidas de quarentena agrícola rigorosas, o desenvolvimento de programas de melhoramento genético para resistência de culturas e a implementação de estratégias eficientes de controlo integrado de doenças no campo.https://www.cabidigitallibrary.org/doi/full/10.5555/19801362818
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