A Operação Sledgehammer foi um plano Aliado para uma invasão da Europa através do Canal da Mancha durante a Segunda Guerra Mundial, como primeiro passo para ajudar a reduzir a pressão sobre o Exército Vermelho, estabelecendo uma Segunda Frente. Deveria ser executada em 1942 e serviu como uma alternativa de contingência à Operação Roundup, o plano original dos Aliados para a invasão da Europa em 1943. As forças Aliadas deveriam tomar os portos franceses de Brest ou Cherbourg, no Atlântico, e áreas da Península de Cotentin no início do outono de 1942, e concentrar tropas para uma ofensiva na primavera de 1943.

A operação foi fortemente defendida tanto pelos militares dos Estados Unidos quanto pela União Soviética, mas rejeitada pelos britânicos, que concluíram que um desembarque na França era prematuro e, portanto, impraticável. Como resultado, a Operação Sledgehammer nunca foi realizada e, em vez disso, a proposta britânica de invasão do Norte da África francesa ocorreu em novembro de 1942 sob o codinome Operação Tocha.

História

Contexto Após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1941, o Estado-Maior Conjunto americano pressionou por uma invasão da Europa continental através do Canal da Mancha "o mais rápido possível".

Em 8 de abril, o General George C. Marshall e Harry Hopkins chegaram à Grã-Bretanha para defender dois possíveis planos americanos de desembarque na França ocupada: a Operação Roundup e a Operação Sledgehammer.

Plano da Operação Roundup A Operação Roundup era o plano original dos Aliados para a invasão da Europa continental. Deveria ser implementada antes de abril de 1943 e executada por 48 divisões, 18 das quais seriam britânicas.

Plano Operação Sledgehammer Alguns oficiais americanos, incluindo Marshall, incentivaram a execução de um plano, posteriormente denominado Operação Sledgehammer, para capturar as cidades francesas de Brest ou Cherbourg no segundo semestre de 1942, como base para operações mais extensas em 1943. A Operação Sledgehammer também foi apoiada por alguns oficiais soviéticos, incluindo o Ministro das Relações Exteriores Vyacheslav Molotov, que tentou convencer oficiais britânicos e americanos, em última análise com pouco sucesso.

Como as tropas americanas não estavam prontamente disponíveis, as tropas britânicas seriam as principais responsáveis pela operação. Os oficiais britânicos não acreditavam na viabilidade da proposta; alguns historiadores, incluindo Robin Neillands, consideraram o plano "quase uma chantagem" e "uma loucura", especialmente considerando a potencial resistência alemã.

Ver também

História diplomática da Segunda Guerra Mundial Operação Bolero

Referências

Categoria:Operações militares canceladas da Segunda Guerra Mundial Categoria:Operações militares canceladas envolvendo o Reino Unido Categoria:Batalhas e operações da Segunda Guerra Mundial