O padrão K () era um lança-chamas portátil produzido na Polônia ocupada durante a Segunda Guerra Mundial para o Armia Krajowa, que atuava na resistência. Esses lança-chamas foram utilizados na Revolta de Varsóvia em 1944.

Construção O desenvolvimento de um lança-chamas simples para a resistência polonesa — adequado para produção clandestina em oficinas comuns e com materiais facilmente disponíveis — teve início em 1942, a pedido do comando central do Armia Krajowa. Sua principal finalidade era o combate a veículos blindados. Foram criados diversos modelos, sendo o padrão "K" o mais popular e tornando-se uma espécie de arma padrão da resistência polonesa.Skotnicki, Mariusz: Miotacz ognia wzór "K", in: Nowa Technika Wojskowa 7/1998, p. 59. ISSN 1230-1655 É difícil estimar o número exato de unidades produzidas, mas a cifra chegou a algumas centenas (apenas na oficina de Antoni Więckowski, em Varsóvia, foram fabricadas cerca de 400 unidades). A produção concentrava-se em Varsóvia. Devido às condições de fabricação, muitos lança-chamas apresentavam variações em detalhes específicos.

Os componentes principais do lança-chamas eram dois tanques de combustível cilíndricos de aço interligados (capacidade total de 16 litros, 45 cm de altura e 16 cm de diâmetro) e um cilindro de ar comprimido (6 litros, 60 cm de altura e 12 cm de diâmetro). Esse conjunto de tanques era equipado com alças que permitiam ao operador carregá-lo nas costas. O combustível utilizado era uma mistura de diesel (75%) e gasolina (25%). Havia uma válvula situada entre os tanques de combustível e o de ar. Uma mangueira de borracha conectava o conjunto a uma lança de disparo — um tubo de 114 cm de comprimento equipado com uma válvula na extremidade de saída, acionada por um punho.

Ao abrir a válvula da lança, o combustível era propelido pelo ar comprimido e inflamado por uma cesta de malha metálica envolta em uma corda em chamas, localizada na extremidade do tubo (a corda precisava ser acesa antes do uso da arma). O modo de operação padrão consistia em disparos curtos de um segundo de duração, sendo possível realizar cerca de 30 disparos. A cesta de malha com a corda era apagada cobrindo-a com uma lata.

O lança-chamas padrão "K" mostrou-se uma arma eficaz, considerando seu projeto rudimentar e as condições de fabricação. Sua principal falha era a queda da pressão do ar durante a operação, o que fazia com que os disparos sucessivos tivessem um alcance progressivamente menor. A arma podia ser reabastecida por operadores de suprimento, e o cilindro de ar comprimido podia ser substituído por um novo, em um procedimento que levava cerca de quatro minutos.

thumb|250px|left|Um lança-chamas em ação

Uso de combate Uma seção de lança-chamas consistia em quatro soldados: um comandante, um operador que portava o lança-chamas e dois carregadores de tanques de combustível e cilindros de ar de reserva.

No início da Revolta de Varsóvia, as forças polonesas dispunham de apenas 30 lança-chamas — muitos haviam sido perdidos em depósitos secretos descobertos pelos alemães, e outros tantos permaneciam em locais inacessíveis aos insurgentes. Ainda assim, eles foram utilizados ativamente nos setores onde ocorreram os combates de rua mais intensos da revolta. Vários lança-chamas também foram fabricados durante o levante. A maioria das seções atuava de forma independente, mas chegou a ser formada uma companhia de lança-chamas.

Categoria:Lança-chamas da Segunda Guerra Mundial Categoria:Armas de infantaria da Polônia na Segunda Guerra Mundial