Diogo Álvares da Anunciação Justiniano, (Lisboa, 26 de julho de 1654 – Évora, 28 de outubro de 1713) foi um teólogo, escritor e prelado português da Igreja Católica, foi arcebispo emérito de Cranganor e foi vigário-geral da Évora.

Biografia Nasceu em Lisboa, filho de Pascoal Álvares e de Isabel Rodrigues, sendo batizado em 26 de julho de 1654. Aos 16 anos de idade, entrou para a Congregação dos Cónegos Seculares de São João Evangelista e passou a estudar ciências escolásticas no Colégio de Coimbra, doutorando-se em teologia na Universidade de Coimbra.

Após seus estudos, acabou sendo enviado a Roma para tratar dos assuntos de sua Congregação, onde proferiu diversos sermões, e aproveitou para representar o Reino de Portugal junto à Santa Sé, resolvendo alguns embaraços.

Por suas qualidades no desenvolvimento de sua estadia em Roma, D. Pedro II o nomeou como arcebispo de Cranganor, com a dignidade de arcebispo titular de Serra, sendo confirmado pelo Papa Inocêncio XII em 19 de abril de 1694. Recebeu a ordenação episcopal ainda em Roma, em 2 de maio seguinte, do cardeal Leandro Colloredo, C.O., penitenciário-mór.Catholic Hierarchy

Voltando ao Reino, passou a conviver com diversos problemas de saúde, que o impediram de ir à Índia e, por fim, acabou por renunciar ao governo pastoral em 1697.

Nas cortes de dezembro de 1697, em que D. João foi jurado príncipe do Brasil, orou eloquentemente, fazendo a fala por parte do Estado Eclesiástico, chamando a atenção de D. Simão da Gama, arcebispo de Évora, que o quis como seu coadjutor e vigário-geral. Contudo, não parece que tal serviço chegou a ter autorização da Santa Sé, visto que não lhe foi atribuído qualquer sé titular, costume na época.

Proferiu um famoso sermão por ocasião do auto de fé em Lisboa, em 6 de setembro de 1705, que causou uma animada controvérsia. Tal prédica motivou o rabino líder da comunidade sefardita de Bevis Marks de Londres, David Nieto, a redigir uma resposta, impressa já depois da sua morte em 1728. O mesmo sermão geraria ainda uma segunda resposta, obra de um judeu português anônimo.Vieira (2018), pp. 183-204 thumb|200px|right|Túmulo de D. Diogo da Anunciação Justiniano no Convento dos Lóios de Évora Morreu em Évora, em 28 de outubro de 1713, sendo sepultado no átrio do Convento dos Lóios de Évora.

Obras

Bibliografia

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