Os jumaítas ou Banu Juma () foram um dos principais clãs dos coraixitas, descendentes de Juma ibne Anre ibne Hussaice ibne Cabe ibne Luai, originalmente chamado Taime. Integravam a elite dirigente de Meca antes do advento do islã, possuindo representação na Dar Anadua e exercendo a guarda das flechas divinatórias (). O clã desempenhou papel destacado na história do islã primitivo. Enquanto alguns de seus membros, como Otomão ibne Mazune, aderiram precocemente à nova religião, outros, entre eles Omaia e Ubai ibne Calafe, tornaram-se importantes líderes da oposição a Maomé. Nos séculos seguintes, os jumaítas continuaram a produzir juristas, tradicionalistas e administradores de destaque no mundo islâmico.

Histórias

Os jumaítas descendiam de Juma ibne Anre ibne Hussaice ibne Cabe ibne Luai, cujo nome original era Taime. Constituíam um dos principais clãs dos coraixitas, integrando o ramo descendente de Luai ibne Galibe. Os jumaítas participavam da administração de Meca e tinham assento na Dar Anadua, onde eram representados por seu chefe tribal. Entre as atribuições tradicionais do clã estava a guarda das flechas divinatórias (), utilizadas em práticas de adivinhação anteriores ao islã. À época do surgimento da nova religião, essa função era exercida por Safuane ibne Omaia. Os membros do clã tiveram posições divergentes em relação ao islã. Alguns aderiram à nova religião desde seus primeiros anos, como Otomão ibne Mazune, que integrou a Primeira migração para a Abissínia. Outros, porém, tornaram-se alguns dos mais destacados adversários de Maomé, entre eles Omaia e Ubai ibne Calafe. Além deles, o clã dos jumaítas produziu outras figuras de destaque, entre elas o cádi , que exerceu a magistratura em Baguedade durante o reinado de Harune Arraxide, o tradicionalista e filólogo e .

Bibliografia

Categoria:Jumaítas