Monica Rosenberg Braizat (São Paulo, 19 de setembro de 1968) é uma advogada, escritora, ativista anticorrupção e política brasileira. Cofundou o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), foi secretária-executiva da Frente Parlamentar Mista Ética Contra a Corrupção no Congresso Nacional e assumiu a Secretaria de Governança Institucional da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Concorreu a deputada federal por São Paulo pelo Partido Novo em 2018 e 2022. Em 2026, filiou-se ao PSD e lançou sua pré-candidatura a deputada estadual por São Paulo.

Primeiros anos e formação

Rosenberg nasceu na cidade de São Paulo. É filha do economista Luiz Paulo Rosenberg, que dirigiu o departamento de marketing do Sport Club Corinthians Paulista. Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1990. Trabalhou com direito internacional e direito civil antes de se mudar para a França, onde fez mestrado em marketing na ESSEC Business School. Viveu por mais de dez anos na Europa e atuou em marketing e publicidade. Posteriormente, cursou formação na International Anti-Corruption Academy, em Viena.

Carreira jurídica e institucional

De volta ao Brasil, Rosenberg retomou a advocacia. Em 2015, era sócia do escritório Hlavnicka Advogados. Também participou de quatro conselhos consultivos de pacientes e familiares do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo reportagem da revista Época, sugestões apresentadas por ela levaram o hospital a alterar o fluxo de circulação, substituir um degrau por uma rampa e ampliar a privacidade de usuárias de um banheiro.

Em 2019, trabalhou de fevereiro a junho como secretária parlamentar no gabinete da deputada federal Adriana Ventura. No mesmo período, foi secretária-executiva da Frente Parlamentar Mista Ética Contra a Corrupção, formada por deputados e senadores de diferentes partidos e voltada à legislação, à fiscalização e à educação anticorrupção.

Em 2023, passou a dirigir a Secretaria de Governança Institucional da OAB-SP. No cargo, trabalhou na implantação de regras de governança, mecanismos de integridade e canais internos de denúncia.

Ativismo e produção intelectual

Rosenberg cofundou o Instituto Não Aceito Corrupção em 2015, ao lado do promotor Roberto Livianu, da jornalista Laura Diniz, do publicitário Bruno Bertani e de outros integrantes da sociedade civil. Exerceu a função de diretora-executiva da entidade. O instituto passou a atuar em pesquisa, educação e formulação de políticas públicas. Entre suas iniciativas, analisou cerca de 53 mil processos relacionados à improbidade e participou de uma mobilização que reuniu aproximadamente 700 mil assinaturas a favor do fim do foro por prerrogativa de função. Rosenberg deixou a diretoria quando se filiou ao Partido Novo para disputar a eleição de 2018, em razão de uma regra estatutária que impedia dirigentes do instituto de participar de eleições.

Além do INAC, integrou a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), o RenovaBR e o movimento liberal Livres, do qual foi coordenadora estadual em São Paulo. Em 2023, assumiu a diretoria jurídica da seção brasileira da Ladies of Liberty Alliance (LOLA), organização dedicada à formação de lideranças femininas liberais.

Em 2022, publicou o livro Somos todos corruptos? Pequeno manual do ético-chato, no qual aborda a corrupção como fenômeno cultural e defende mudanças de comportamento individual. Escreveu artigos de opinião para o Poder360 e para a Jovem Pan, com textos sobre transparência pública, combate à corrupção e políticas liberais.

Atuação política

Rosenberg foi aluna do RenovaBR e líder da RAPS em 2018. Naquele ano, concorreu a deputada federal por São Paulo pelo Partido Novo. Recebeu 35.519 votos, não se elegeu e ficou como primeira suplente do partido no estado. Durante a campanha, a Folha de S.Paulo informou que material distribuído pela candidata usava marcas do Corinthians em uma ação sobre tributação. O clube declarou que o uso causou desconforto; a campanha afirmou que o objetivo era mostrar o peso dos impostos sobre produtos ligados ao futebol.

Em 2022, voltou a concorrer a deputada federal pelo Novo e novamente não foi eleita. Sua atuação pública combinou pautas de integridade e transparência com posições liberais em temas econômicos e sociais. Em artigo publicado com Sérgio Victor e Marina Zonis, defendeu a regulamentação da cannabis medicinal no Brasil.

Em abril de 2026, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido para estender o horário de votação em seções com eleitores judeus observantes no primeiro turno das eleições daquele ano. A data coincidia com o feriado de Simchat Torá, durante o qual judeus ortodoxos e tradicionais devem se abster de usar eletricidade ou veículos. A proposta sugeria cadastro prévio e votação até depois do pôr do sol; o TSE encaminhou o pedido para análise técnica. No mesmo ano, Rosenberg filiou-se ao PSD e lançou uma pré-candidatura a deputada estadual por São Paulo.

Vida pessoal

Rosenberg é judia, casada e mãe. Viveu em Paris com o marido, o engenheiro francês Eric Braizat. O casal voltou ao Brasil depois que ele decidiu tratar um tumor cerebral no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A experiência do tratamento motivou sua participação nos conselhos consultivos do hospital.

Obras

Somos todos corruptos? Pequeno manual do ético-chato (2022)

Referências

Ligações externas

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