Barbara Low (29 de julho de 1874 – 25 de dezembro de 1955) foi uma das primeiras psicanalistas britânicas e uma das pioneiras da teoria analítica na Inglaterra.

Low nasceu em Londres e recebeu o nome de Alice Leonora, sendo a décima primeira e última filha de Therese (Nome de solteira: Schacherl) e Maximillian Loewe, que se mudaram para a Grã-Bretanha após a participação de Loewe na fracassada revolta de 1848 na Hungria. Sua família era judia. Seus irmãos, Sidney James Mark Low e Maurice Low, e sua irmã, Frances Helena Low, eram jornalistas.

Low frequentou a Frances Mary Buss School e se formou na University College London, era membro do Partido Trabalhista e de sociedades de intelectuais de esquerda, como a Sociedade Fabiana. Entre 1913 e 1915 palestrou no Colégio Normal para Professores do Município de Fulham sobre temas diversos, entre eles educação, literatura e história. Ela manteve contato com grandes expoentes da literatura britânica, como H. G. Wells, Bernard Shaw e D. H. Lawrence.FRANKLIN, Marjorie (1956) Barbara Low. International Journal of Psychoanalysis, vol. 37; pp. 473-474. YORKE, Clifford (2005) “Low, Barbara”. In: DE MIJOLLA, Allain, Dicionário internacional da psicanálise. Trad. Á. Cabral. Rio de Janeiro: Imago; pp. 1104-1105 Seu primeiro contato com a psicanálise se deu através de seu cunhado Montague David Eder, que havia sido cofundador, em 1913, da Sociedade Psicanalítica de Londres. Foi analisada em Berlim por Hanns Sachs e posteriormente se submeteu a uma análise didática com Ernest Jones. Mais tarde, ela tornou-se membro fundadora da Sociedade Britânica de Psicanálise. Ela permaneceu ativa na sociedade, atuando como bibliotecária e incentivando um envolvimento público mais amplo da sociedade durante a Segunda Guerra Mundial. Low também liderou o comitê de boas-vindas para analistas austríacos em 1938, apoiando Anna Freud e Edward Glover nas controvérsias que ocorreram em Londres entre Melanie Klein e Anna, tendo inclusive traduzido uma de suas obras para o inglês. Sua defesa um tanto enfática das teorias de Anna Freud fez com que entrasse em conflito não apenas com Klein, mas também com Joan Riviere.GROSSKURTH, Phyllis (1992) O Mundo e a obra de Melanie Klein. Trad. P. Rosas. Rio de Janeiro: Imago.

Em seu livro de 1920 sobre "Psicanálise.;Uma Breve Descrição da Teoria Freudiana", ela introduziu o conceito do princípio do Nirvana = () para descrever o desejo inconsciente de retornar ao sossego absoluto da vida uterina. O termo foi Incorporado por Sigmund Freud na Além do Princípio do Prazer (1920).Sigmund Freud, Beyond the Pleasure Principle . Freud também definiu que o princípio do nirvana expressa a meta da pulsão de morte, que busca zerar as tensões e retornar o organismo a um estado inorgânico. Diferenciando-se do princípio do prazer, pois este busca regular e modular a energia da libido, enquanto o nirvana visa a calmaria total e a extinção do estímulo.

Ligações externas

Biografia de Barbara Low

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