Terra Afefé é uma cidade-obra concebida pela artista visual brasileira Rose Afefé, iniciada em 2018 na zona rural de Ibicoara, na Chapada Diamantina, Bahia. Desenvolvida como uma microcidade em escala humana, é construída principalmente com adobe e outras técnicas de construção em terra e articula prática artística, memória, território, arquitetura e formas coletivas de convivência.
A cidade-obra ocupa uma área de aproximadamente três hectares, a cerca de dois quilômetros do centro de Ibicoara, e reúne construções destinadas à moradia, produção artística, atividades culturais e espaços de uso coletivo.
História e concepção Terra Afefé começou a ser construída em 2018 a partir de memórias e desenhos relacionados à infância de Rose Afefé no interior da Bahia. O projeto foi desenvolvido na zona rural de Ibicoara, articulando a produção artística da artista às experiências de habitar, à memória e às técnicas tradicionais de construção em terra.
A construção é realizada em colaboração com a comunidade local e incorpora conhecimentos relacionados à arquitetura vernacular e aos saberes do território. Entre os principais elementos construtivos empregados estão o adobe — bloco de terra crua — e revestimentos de cal.
Concebida como uma obra artística que assume a forma de uma cidade habitável, Terra Afefé reúne arquitetura e prática artística em uma mesma estrutura. Suas edificações e espaços coletivos constituem partes da própria obra e também recebem encontros, atividades culturais, imersões e programas de residência.
A construção da cidade-obra recebeu cobertura de publicações nacionais. Em 2022, o ArchDaily Brasil publicou uma reportagem dedicada ao projeto e a seu processo de construção. Em 2024, O Globo, por meio da revista ELA, publicou uma reportagem sobre Rose Afefé centrada na criação da cidade na Bahia.
Arquitetura e estrutura Terra Afefé ocupa uma área de aproximadamente três hectares e está localizada a cerca de dois quilômetros do centro de Ibicoara.
Sua arquitetura utiliza predominantemente técnicas de construção em terra, especialmente o adobe, além de revestimentos de cal. A adoção desses materiais relaciona-se às técnicas construtivas locais e ao processo de desenvolvimento da cidade-obra em colaboração com moradores e trabalhadores da região.
A cidade-obra é composta por oito pequenas casas e por diferentes espaços de uso cultural e coletivo, entre eles o Teatro Municipal de Afefé, uma biblioteca, um restaurante de gestão coletiva, o Largo Cão Leonilson, a Praça das Montanhas e espaços destinados a ateliês.
A organização desses espaços — com casas, teatro, praça, largo, biblioteca e outros equipamentos — integra a configuração da obra como uma microcidade habitável.
Atividades Terra Afefé recebe encontros, atividades culturais, imersões e programas de residência. As ativações da cidade-obra envolvem habitantes temporários e práticas de convivência coletiva, desenvolvidas em relação com o território e com a comunidade local.
O projeto constitui também um dos eixos da produção artística de Rose Afefé e aparece em diferentes desdobramentos de sua prática artística.
Repercussão Em 2022, o ArchDaily Brasil apresentou Terra Afefé em uma reportagem dedicada à microcidade, abordando seu processo de construção em adobe, sua relação com a memória e a colaboração com a comunidade de Ibicoara.
Em 2024, O Globo publicou uma reportagem sobre Rose Afefé tendo a construção de Terra Afefé como tema central.
O projeto também é abordado pelo Prêmio PIPA na apresentação da trajetória artística de Afefé, que registra a cidade-obra como parte central de sua produção desde 2018.
Ver também Rose Afefé Adobe Arquitetura vernacular Chapada Diamantina
Ligações externas Site oficial de Terra Afefé