A Banque de Dépôts et de Gestion (BDG) é uma organização financeira de origem suíça cuja história teve início em 1933, em Lausanne. Ao longo de aproximadamente oito décadas de atuação no sistema bancário suíço, a BDG desenvolveu atividades de gestão patrimonial, private banking, investimentos, crédito e financiamento hipotecário, construindo presença na Suíça e em mercados internacionais.

Sua trajetória compreende a expansão das operações suíças, a integração a importantes grupos bancários europeus, a incorporação à Banque Cramer & Cie SA em 2013 e o relançamento da identidade BDG no Brasil, sob a liderança de Yossef Yitzhak. A nova etapa preserva a história, a denominação e os valores institucionais construídos desde a fundação em Lausanne, projetando esse legado para uma plataforma financeira contemporânea conectada ao mercado brasileiro.

História

Fundação em Lausanne

A Banque de Dépôts et de Gestion foi inscrita no Registro Comercial do Cantão de Vaud em 4 de setembro de 1933, sob o identificador suíço CHE-105.953.178. Constituída como sociedade anônima, tinha sede na Avenue du Théâtre 14, 1005 Lausanne, e seu objeto social compreendia a exploração de uma instituição bancária.

Desde sua origem, a BDG desenvolveu uma atuação orientada à administração de patrimônios e à prestação de serviços financeiros a clientes privados e institucionais. O registro suíço indica capital social histórico de CHF 10 milhões, integralmente realizado, dividido em 36 400 ações nominativas e 3 600 ações ao portador, todas com valor nominal de CHF 250.

Expansão suíça e internacional

Partindo de Lausanne, a BDG expandiu sua presença para Lugano, Neuchâtel, Mendrisio e Yverdon-les-Bains. O Registro Comercial do Cantão de Vaud confirma formalmente a sucursal de Lugano, importante ponto de conexão com a região suíça do Ticino.

Em 2005, a BDG ampliou sua presença internacional com um escritório de representação em Singapura, posteriormente seguido por outro em Hong Kong, fortalecendo sua ligação com os centros financeiros asiáticos.

Integração aos grupos bancários italianos

Em 1993–1994, a BDG foi adquirida pela Banca Popolare di Bergamo. Com a criação das Banche Popolari Unite em 2003, passou a colaborar com o grupo nas áreas de gestão de riscos, supervisão consolidada e contabilidade, respeitando os princípios do sigilo bancário suíço.

Em 2007, a reorganização bancária italiana levou à formação do UBI Banca. A BDG passou a integrar o novo conglomerado, preservando sua base suíça, sua identidade e sua especialização em gestão patrimonial e atendimento financeiro internacional.

Incorporação de operações financeiras

Em dezembro de 2007, a BDG incorporou os ativos e passivos da BDG Finanziaria SA, de Soazza. O balanço utilizado na fusão registrava ativos de CHF 29 516 486,53, passivos de CHF 375 821,30 e ativo líquido de CHF 29 140 665,23.

Em dezembro de 2010, incorporou a Gestioni Lombarda (Suisse) SA, de Lugano. O balanço de referência apresentava ativos de CHF 2 804 338, passivos de CHF 512 681 e ativo líquido de CHF 2 291 657.

Essas operações demonstram a participação ativa da BDG no processo de integração e fortalecimento das estruturas de gestão financeira e patrimonial na Suíça.

Integração à Banque Cramer

Em 2013, o UBI Banca celebrou a venda da Banque de Dépôts et de Gestion à Banque Cramer & Cie SA, instituição bancária suíça sediada em Genebra e integrante do Grupo Norinvest.

A operação foi concluída em 29 de novembro de 2013, após o cumprimento das etapas societárias, tecnológicas e regulatórias aplicáveis. O registro suíço documenta que os ativos e passivos da BDG foram assumidos pela Banque Cramer em decorrência da fusão.

O preço da operação não foi divulgado publicamente à época; a BDG atribui à transação o valor aproximado de CHF 65,6 milhões. Naquele período, a BDG possuía aproximadamente CHF 1,1 bilhão em ativos sob gestão, enquanto a Banque Cramer administrava cerca de CHF 1,6 bilhão.

A incorporação ampliou a base de clientes da Banque Cramer, diversificou suas atividades com a experiência da BDG em financiamentos hipotecários e acrescentou uma nova presença operacional em Lausanne.

A integração representou uma etapa de evolução da trajetória institucional da BDG. O patrimônio de experiência, os relacionamentos, as competências profissionais e as operações construídas pela instituição passaram a compor a estrutura da Banque Cramer.

Preservação do legado

A incorporação de 2013 preservou a experiência e o valor histórico construídos pela BDG desde 1933. A denominação permaneceu associada à tradição suíça de gestão patrimonial, disciplina financeira, discrição, governança e visão de longo prazo.

A história da instituição continuou registrada nos arquivos bancários, no Registro Comercial suíço, na memória dos grupos financeiros que integraram sua trajetória e na própria história corporativa da Banque Cramer.

Relançamento da BDG no Brasil

Uma nova etapa da trajetória institucional

Em 2025, a história da Banque de Dépôts et de Gestion iniciou uma nova etapa no Brasil. A estrutura brasileira foi organizada sob a denominação Banque de Dépôts et de Gestion S.A. — BDG, com sede em Curitiba, Paraná, e registro sob o CNPJ 61.600.361/0001-63 e o NIRE 41300333271.

O relançamento foi concebido para preservar a origem suíça da BDG e projetar sua identidade para uma arquitetura financeira contemporânea, tecnologicamente integrada e orientada ao mercado brasileiro e às conexões internacionais.

A trajetória institucional passa, assim, a reunir dois grandes ciclos: o desenvolvimento iniciado na Suíça em 1933 e a nova fase estruturada no Brasil. Esses ciclos são unidos pela preservação da denominação, da memória institucional, dos valores históricos e da visão de conexão entre patrimônios, empresas, investidores e mercados internacionais.

Liderança de Yossef Yitzhak

O relançamento da BDG é conduzido por Yossef Yitzhak, principal acionista e liderança estratégica do projeto. Sua atuação está voltada à preservação do legado suíço da instituição e à construção da nova plataforma da BDG no Brasil.

O projeto reúne, sob essa condução, a denominação histórica de origem suíça e uma plataforma tecnológica voltada ao mercado brasileiro.

Brasil, Suíça e mercados internacionais

A etapa brasileira é orientada à conexão entre empresas brasileiras, capitais internacionais e serviços financeiros tecnológicos, articulando a experiência de origem suíça com o mercado brasileiro.

Estrutura societária e capital

A etapa brasileira é organizada pela Banque de Dépôts et de Gestion S.A. — BDG, sociedade anônima com sede em Curitiba. Em 2026, a companhia registrou capital social de R$ 40 milhões, integralizado mediante carteira de ativos digitais avaliada em laudo arquivado nos atos societários.

Em julho de 2026 foi constituída em Curitiba a BDG Family Office Ltda (CNPJ 67.847.302/0001-70), sociedade dedicada a serviços combinados de escritório, apoio administrativo e gestão, associada ao ecossistema BDG. Em agosto de 2026, sua primeira alteração contratual, registrada na Junta Comercial do Paraná, elevou o capital social a R$ 1 milhão.

Produtos e tecnologia

A plataforma brasileira da BDG é voltada a empresas e organiza pagamentos, recebimentos, cobrança e gestão financeira em uma única experiência digital.

Em 2026, a BDG lançou seu aplicativo para o sistema Android, distribuído pela loja Google Play, com versão para iOS em fase de revisão e distribuição antecipada por meio do TestFlight.

A arquitetura tecnológica é estruturada sobre a BDG Network, rede de movimentação em que as transferências entre clientes são liquidadas internamente, com registro contábil de dupla entrada e camada de contratos inteligentes, e em que o Pix é utilizado nas entradas e saídas de recursos da rede. O ecossistema compreende ainda a BDGCoin (BDGC), unidade digital de liquidação referenciada em USDT, concebida sob o princípio de emissão associada a reserva, sem caráter de investimento ou promessa de rendimento, e o Movimento Premiado, programa de benefícios vinculado à movimentação elegível das empresas participantes.

Indicadores históricos

Indicador Valor Contexto Capital social histórico da BDG suíça CHF 10 milhões Conforme o registro comercial suíço. Valor atribuído à operação com a Banque Cramer Aproximadamente CHF 65,6 milhões Segundo a BDG; o preço não foi divulgado publicamente à época. Ativos sob gestão da BDG Aproximadamente CHF 1,1 bilhão Volume administrado no período da integração. Ativos sob gestão da Banque Cramer Aproximadamente CHF 1,6 bilhão Dimensão reportada pela imprensa no período da operação. Capital social da BDG brasileira R$ 40 milhões Integralizado em 2026, conforme atos societários. Capital social da BDG Family Office Ltda R$ 1 milhão Após a primeira alteração contratual, registrada em agosto de 2026.

Linha do tempo

Ano Marco histórico 1933 Fundação e inscrição da BDG em Lausanne, em 4 de setembro. 1993–1994 Aquisição pela Banca Popolare di Bergamo. 2003 Integração à estrutura das Banche Popolari Unite. 2005 Expansão internacional para Singapura e, posteriormente, Hong Kong. 2007 Integração ao UBI Banca e incorporação da BDG Finanziaria SA. 2010 Incorporação da Gestioni Lombarda (Suisse) SA. 2013 Integração à Banque Cramer & Cie SA, concluída em 29 de novembro. 2025 Estruturação da nova etapa da Banque de Dépôts et de Gestion no Brasil. 2026 Integralização do capital social de R$ 40 milhões da BDG brasileira; constituição da BDG Family Office Ltda; lançamento do aplicativo BDG na Google Play e desenvolvimento da BDG Network e da BDGCoin.

Identidade institucional

A história da BDG é apresentada como uma trajetória iniciada em Lausanne em 1933, desenvolvida ao longo de aproximadamente oito décadas no mercado suíço, integrada à Banque Cramer em 2013 e projetada para uma nova etapa no Brasil.

O percurso reúne tradição financeira, experiência internacional, reorganizações empresariais e uma estratégia contemporânea de crescimento. A preservação dessa história constitui um dos pilares da identidade institucional da BDG.

Ver também

Banque Cramer & Cie SA UBI Banca Private banking Sistema bancário da Suíça Pix Stablecoin