José Ernesto dos Santos (Ribeirão Preto - SP, 24 de dezembro de 1945) é um médico nutrólogo e professor sênior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em hiperlipemias, obesidade e transtornos alimentares.Obesidade aumenta risco para outras doenças e reduz a vida de 3 a 10 anos. Portal UOL, 16 de novembro de 2021.Ajudam a perder peso: 15 alimentos que são inibidores naturais de apetite. Portal UOL, 11 de julho de 2024.

A atuação de José Ernesto dos Santos abrange temas relacionados à nutrição, à obesidade, ao comportamento alimentar, ao colesterol e às doenças cardiovasculares. Entre os assuntos abordados pelo médico estão a relação entre fome e saciedade, os fatores associados à obesidade, a composição das refeições, o consumo de carne e o tratamento do colesterol elevado.Respeito à fome é essencial no processo de emagrecimento. Jornal O Estado de Minas, 22 de janeiro de 2013.Veja alimentos que dão saciedade e ajudam a controlar fome ao longo do dia. Portal UOL, 6 de março de 2023.Colesterol alto: o que muda com a nova diretriz americana. Revista Veja, 30 de março de 2026.

Formação acadêmica José Ernesto dos Santos graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto em 1970. Obteve o título de Mestre em 1974 e o de Doutor em Clínica Médica em 1978. Em 1982, obteve a Livre-docência em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Entre 1978 e 1980, realizou estágio como Post-doctoral Fellow na Universidade do Alabama, em Birmingham.José Ernesto dos Santos. Biblioteca Virtual da Fapesp.José Ernesto dos Santos. Associação. Hipercolesterolemia Familiar.

É professor sênior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e professor da Universidade Estácio, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. Também é professor da Divisão de Nutrologia do Departamento de Clínica Médica da FMRP-USP.

Pesquisa Atuação em nutrologia Em suas manifestações sobre alimentação e saúde, destaca a importância do equilíbrio alimentar e da compreensão dos mecanismos relacionados à fome e à saciedade.

Ele diz que a dificuldade em perder peso está vinculada, entre outros fatores, à dificuldade de distinguir fome e saciedade. Para o médico, a fome é um fenômeno fisiológico, enquanto a saciedade é algo natural. Ele observa que hábitos cotidianos podem levar as pessoas a comerem sem necessariamente estarem com fome, como durante sessões de cinema ou enquanto assistem televisão.Levantamento do Ministério da Saúde aponta crescimento da obesidade no Brasil. Portal CBN, 11 de outubro de 2019.

No caso da obesidade, Santos afirma que a doença decorre de um estilo de vida caracterizado pela ingestão de grande quantidade de alimentos associada a pouca atividade física, mas ressalta que se trata de uma enfermidade multifatorial.

Entre os fatores relacionados à doença, cita genética, ambiente, questões sociais, insônia, problemas endócrinos, uso de determinados medicamentos, como antidepressivos e corticoides, acesso e consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar e excesso de bebidas alcoólicas.

Para Santos, o estilo de vida moderno também contribui para a perda da capacidade de reconhecer a diferença entre fome e saciedade. Segundo ele, as refeições muitas vezes são realizadas diante da televisão, do computador ou com o uso do celular, sem a devida atenção ao ato de comer. Nesse contexto, considera a mudança do comportamento alimentar um dos principais desafios relacionados à alimentação.Revolução do Churrasco: comer carne todo dia faz bem ou mal? Revista Exame, 29 de outubro de 2020.

Alimentação e consumo de carne Santos também estuda o consumo diário de carne e suas consequências. Ele diz que comer carne todos os dias pode fazer bem à saúde. Entretanto, alerta para os riscos associados ao consumo excessivo e à ingestão de cortes muito gordurosos. Para ele, uma dieta com consumo de carne deve ser equilibrada com legumes e verduras.''Fato ou fake: pesquisa aponta que as pessoas que bebem café tem menos chance de infecção pela Covid-19'. Portal CBN, 31 de agosto de 2021.

Ordem de ingestão dos alimentos Na discussão sobre a maneira de organizar as refeições, Santos destaca uma sequência considerada adequada para uma alimentação saudável. Segundo especialistas da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a refeição deve começar por legumes e verduras, seguidos por grãos, proteínas e carboidratos.Ordem correta de ingerir alimentos nas refeições faz diferença na dieta. Jornal de Brasília, 10 de fevereiro de 2013.

De acordo com essa orientação, um terço do prato deve ser constituído por alimentos de baixa densidade calórica, como legumes e verduras. Os outros dois terços devem ser compostos por proteínas e carboidratos, incluindo carnes e peixes grelhados, alimentos integrais e pequenas porções de massa.

Santos explica que o consumo inicial de alimentos de menor densidade calórica, como verduras e legumes, pode contribuir para alcançar a saciedade mais rapidamente e com menor teor energético.

Colesterol e estatinas Ao abordar o colesterol alto e as mudanças relacionadas à nova diretriz americana, Santos afirma que as estatinas continuam sendo a base do tratamento para milhões de pessoas no mundo. Segundo o médico, esses medicamentos são amplamente estudados e apresentam benefícios sólidos na redução do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte cardiovascular. Destaca que atualmente medicamentos mais potentes para pacientes com hipercolesterolemia familiar revolucionaram o tratamento de pacientes com colesterolemia elevada não responsivas às estatinas.

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