Sobre a Nova Democracia é um ensaio de 1940 de Mao Tsé-Tung, no qual ele estabeleceu o conceito de Nova Democracia durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa. Mao escreveu o ensaio em uma época em que o Soviete de Yan'an estava em expansão; o texto reflete sua ênfase no desenvolvimento de uma cultura de política de massas. O ensaio discute a nova sociedade a ser formada após uma revolução bem-sucedida, concebendo uma transição gradual para o socialismo por meio da liderança do Partido Comunista da China e das "classes patrióticas", que Mao definiu como todas as pessoas anti-imperialistas e antifeudais.

História do texto Mao escreveu Sobre a Nova Democracia no início de 1940 enquanto a região fronteiriça de Shaan-Gan-Ning, também conhecida como Soviete de Yan'an, se desenvolvia e se expandia durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa. Durante esse período, Mao estava preocupado com a burocratização e procurava desenvolver uma cultura de política de massas. Em sua visão, a democracia de massas era crucial, mas só poderia ser garantida às classes revolucionárias.

Segundo Mao, ele releu o Manifesto Comunista muitas vezes durante o processo de elaboração de Sobre a Nova Democracia.

Mao posteriormente desenvolveu os princípios discutidos em Sobre a Nova Democracia em seu relatório de abril de 1945, Sobre o Governo de Coalizão, apresentado durante o Sétimo Congresso Nacional do Partido Comunista da China.

Esses princípios passaram então a se refletir nas posições políticas do Partido Comunista da China (PCCh) de 1949 a 1952, segundo as quais se presumia que a Nova Democracia inicial levaria dez anos ou mais para realizar a transição para uma sociedade socialista. Posteriormente, o modelo soviético passou a ser adotado de forma crescente pelo PCCh, e algumas das ideias discutidas em Sobre a Nova Democracia e Sobre o Governo de Coalizão foram abandonadas.

O acadêmico Timothy Cheek escreve que o poder de persuasão do ensaio decorria da forma como ele "dava sentido à história da China e, mais importante, dava aos leitores chineses um senso de propósito, esperança e significado".

Pontos principais Sobre a Nova Democracia discute a nova sociedade a ser formada imediatamente após uma Revolução Comunista Chinesa bem-sucedida. O texto concebe uma transição gradual para o socialismo sob uma coalizão de classes liderada pelo PCCh, reunindo as "classes patrióticas" dispostas a resistir ao Japão e a desenvolver as forças produtivas da China. No texto, Mao afirma: "Nunca estabeleceremos o capitalismo sob a ditadura da burguesia chinesa, mas uma nova sociedade democrática sob a ditadura conjunta de todas as classes revolucionárias da China, liderada pelo proletariado chinês." Mao descreve as classes revolucionárias como compostas por todas as pessoas anti-imperialistas e antifeudais.

Ao descrever a nova república democrática como uma "ditadura conjunta de todas as classes revolucionárias", Mao contrapõe a Nova Democracia proposta tanto às "velhas repúblicas democráticas" do Ocidente quanto à república socialista de modelo soviético.

No que diz respeito às questões econômicas, Sobre a Nova Democracia afirma que a "China de nova democracia" seria proprietária dos "grandes bancos e das grandes empresas industriais e comerciais". Além disso:

Nesse contexto, o setor privado não poderia "dominar os meios de subsistência do povo", mas não precisaria ser abolido.

Ver também Segunda Frente Unida Democracia na China

Ligações externas On New Democracy (texto completo em inglês)

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