Aljufa () é uma antiga localidade da região do Hejaz, situada na rota entre Medina e Meca, próxima à costa do Mar Vermelho. Importante estação da antiga via de peregrinação, localizava-se nas proximidades de Rabigue e Gadir Cume e servia como micate para os peregrinos provenientes da Síria e do Egito que se dirigiam a Meca sem passar por Medina. Com o declínio da localidade, Rabigue passou a desempenhar com maior frequência essa função. Conhecida originalmente como Maiaa (Mahyaʿa), Aljufa teria recebido seu nome, segundo a tradição árabe, depois que uma inundação atingiu seus habitantes. Maomé passou pela localidade durante a Peregrinação de Despedida, em 632. Aljufa permaneceu associada à peregrinação islâmica nos séculos seguintes, mas já se encontrava em ruínas no . Sua importância diminuiu progressivamente, sobretudo com as mudanças nas rotas de peregrinação e, em época contemporânea, com a construção das modernas rodovias entre Medina, Meca e Gidá.
Geografia
Aljufa situava-se na rota entre Medina e Meca, a cerca de 9 quilômetros da costa do Mar Vermelho. Iacute Alhamaui descreve-a como uma antiga grande aldeia dotada de mimbar, que já se encontrava em ruínas em sua época. Segundo o geógrafo, ficava a quatro etapas de Meca e a seis de Medina, embora registrasse também a estimativa de Açucari, que reduzia a distância de Meca a três etapas. Aljufa encontrava-se ainda a cerca de três etapas da costa de , a seis milhas de e a duas milhas de Gadir Cume. Alabuá, outra estação dessa via, localizava-se entre e Aljufa e, segundo William Montgomery Watt, encontrava-se a 23 milhas desta última. A mesma distância entre Alabuá e Aljufa é registrada por Iacute. Rabigue também se encontrava nessa parte da rota; Iacute, citando Aluaquidi, situa-a entre Alabuá e Aljufa, a dez milhas desta última. A antiga localidade dispunha de uma fortificação utilizada para alojar os peregrinos que percorriam a rota. Segundo Mustafa L. Bilge, no local dessa estrutura existiam, no final do , casas e um mercado.
História
Segundo a tradição preservada pelas fontes árabes, Aljufa chamava-se originalmente Maiaa (Mahyaʿa). Os , depois de expulsos de suas terras pelos amalequitas, teriam se estabelecido na localidade. Uma inundação ocorrida durante a noite arrastou suas tendas e animais, episódio ao qual a tradição atribuiu a adoção do nome Aljufa. Durante a Peregrinação de Despedida, em 10 A.H. (632), Maomé passou por Aljufa em sua viagem de Medina para Meca. Depois de deixar a localidade, a comitiva percorreu sucessivamente Cudaide, Usfã e , antes de alcançar Marre Azarã. Uma mesquita situada na entrada de Aljufa, conhecida como , era tradicionalmente atribuída ao período de Maomé; outra, a , encontrava-se na saída da localidade. Ambas foram restauradas diversas vezes. No , Aljufa já se encontrava em ruínas, embora ainda possuísse uma mesquita onde se realizava a oração de sexta-feira. A localidade perdeu progressivamente sua importância, e Rabigue passou a desempenhar com maior frequência sua antiga função como ponto de entrada no irame para os peregrinos provenientes do norte. Em época contemporânea, a construção das rodovias que ligam Medina a Meca e Gidá a Meca contribuiu para que antigos centros da rota, entre eles Aljufa e Rabigue, perdessem sua importância.
Bibliografia
Categoria:Localidades da Arábia Saudita