A Tipo 10 () foi uma das primeiras granadas de fragmentação desenvolvidas especificamente para essa finalidade e empregadas pelo Exército Imperial Japonês.

História e desenvolvimento Durante a Guerra Russo-Japonesa, os japoneses utilizaram dispositivos improvisados ​​— como potes de cerâmica vazios, latas de carne ou até mesmo segmentos de bambu carregados com algodão-pólvora ou ácido pícrico, além de bombas de tubo e estojos de granadas de artilharia vazios preenchidos com algodão-pólvora. Introduzida em 1921, a Tipo 10 foi uma das primeiras granadas fabricadas pelos japoneses especificamente para esse fim, podendo ser lançada manualmente ou disparada por meio do lançador de granadas Tipo 10 ou do modelo posterior, o Tipo 89.

A Tipo 10 foi utilizada pelas forças terrestres imperiais japonesas, sendo as granadas de sinalização amplamente empregadas pelas unidades de comando de batalhões e regimentos. A granada de alto explosivo (HE) foi substituída em 1931 pela Tipo 91, mas permaneceu em uso limitado até a década de 1940; relatórios de inteligência dos Estados Unidos indicam que o lançador Tipo 10 foi utilizado principalmente para sinalização durante a Segunda Guerra Mundial.

Projeto A Tipo 10 era uma granada de uso múltiplo, podendo ser lançada manualmente ou disparada a partir do lançador de granadas Tipo 10 ou do posterior Tipo 89. No lançamento manual, a espoleta de percussão precisava ser golpeada contra uma superfície dura após a remoção do pino de segurança. Para o disparo a partir dos lançadores Tipo 10 ou 89, um plugue contendo a carga de propelente e a espoleta de ignição era rosqueado na base da granada.

Os principais problemas da Tipo 10 incluíam a necessidade de um encaixe com folga para que a granada deslizasse pelo cano (resultando em vazamento de gases) e o formato aerodinâmico deficiente, que reduzia o alcance e a precisão do lançador; quanto ao uso manual, os japoneses reconheciam que o retardo de 7 segundos da espoleta era excessivo, enquanto a carga explosiva de 50 g de TNT era insuficiente. Outra falha do projeto era a temporização da espoleta, altamente variável e imprecisa, o que podia levar a uma detonação prematura: as tropas dos EUA recebiam instruções para arremessar imediatamente as granadas capturadas após ativá-las.

Para a função específica de granada de mão, a granada Tipo 10 foi substituída pela Tipo 91, que possuía uma carga explosiva maior; já na função de granada de bocal, foi substituída pelo projétil explosivo (HE) Tipo 89, que oferecia alcance superior e o triplo da carga de TNT.

Variantes Os seguintes tipos de munição foram fabricados para o lançador de granadas Tipo 10:

Alto explosivo (HE) (substituído pela granada Tipo 91 em 1931) Sinalizadora Transmissão Fumaça (designada como Tipo 11) Festim

Operadores

Exército Imperial Japonês Marinha Imperial Japonesa

Bibliografia

Categoria:Armas de infantaria do Japão na Segunda Guerra Mundial Categoria:Granadas de mão da Segunda Guerra Mundial Categoria:Granadas de mão do Japão Categoria:Granadas de fragmentação