Dorothy Tennov (nascida Dorothy J. Tennow;  29 de agosto de 19283 de fevereiro de 2007) foi uma psicóloga americana que cunhou o termo "limerência". Seu livro de 1979, Love and Limerence: The Experience of Being in Love, foi considerado o trabalho seminal sobre o amor romântico (também chamado de "estar apaixonado" ou amor apaixonado em psicologia) e creditado por marcar amplamente o início da coleta de dados sobre o fenômeno.: "Despite [the] attempts to define and describe romantic love, no single term or definition has been universally adopted in the literature. The psychological literature often uses the terms 'romantic love,' 'love,' and 'passionate love' [...]. Seminal work called it 'limerence' (Tennov, 1979). The biological literature generally uses the term 'romantic love' [...] or being 'in love' [...]. In this review, what we term 'romantic love' encompasses all of these definitions, descriptions, and terms.": "Data collection largely began with the now classic dissection of this madness, found in Love and Limerence, by Dorothy Tennov. Tennov devised approximately two hundred statements about romantic love and asked four hundred men and women at and around the University of Bridgeport, Connecticut, to respond with "true" or "false" reactions. Hundreds of additional individuals answered subsequent versions of her questionnaire. From their responses, as well as their diaries and other personal accounts, Tennov identified a constellation of characteristics common to this condition of "being in love," a state she called "limerence.": "Love and Limerence is widely cited in the psychological literature as a classic in the scientific study of romantic attraction."

Primeiros anos de vida e educação Tennov nasceu no Condado de Montgomery, Alabama. Ela recebeu seu BA do Brooklyn College em 1950, e depois fez estudos de pós-graduação na Universidade de Connecticut, onde recebeu seu MA em 1950 e PhD em 1964.

Carreira Tennov foi professora de psicologia na Universidade de Bridgeport, em Connecticut, durante vinte anos. Seu interesse profissional pelo amor romântico começou na década de 1960, quando dois jovens lhe disseram que os términos de relacionamento os levaram ao alcoolismo e à perda de um semestre na universidade, respectivamente. Em seus estudos, Tennov aplicou questionários, coletou diários e outros relatos pessoais e entrevistou mais de 500 pessoas sobre o tema do amor.: "Tennov (1979) interviewed more than five hundred passionate lovers. Almost all lovers took it for granted that passionate love (which Tennov labels 'limerence') is a bittersweet experience."

Em 1976, Tennov viajou para Paris, onde entrevistou a romancista e ensaísta francesa Simone de Beauvoir para uma estação de televisão da PBS, WNED-TV. Foi durante o voo de volta para casa após essa entrevista que ela teria descoberto que a limerência não seria uma experiência humana universal, constatando que sua amiga de longa data, Helen Payne, não estava familiarizada com essa experiência. Foi então que ela decidiu inventar um novo termo ("limerência").

Além de publicar Love and Limerence (1979), Tennov se destacou como crítica da psicoterapia. Ela comentou em 1976 que o narcisismo estava se tornando um diagnóstico comum na época, porque os terapeutas raramente atendiam clientes que nunca haviam feito terapia antes. Segundo Tennov, “As pessoas que vão são um grupo relativamente pequeno que se tornam viciados em terapia.”

Em 1986, Tennov deixou seu cargo na Universidade de Bridgeport para se tornar uma pesquisadora independente. Ela se mudou para Millsboro, Delaware, em 1987, onde deu palestras em uma academia de aprendizagem para idosos local e trabalhou como voluntária em um lar de idosos. Perto do fim da sua vida, ela estava trabalhando em uma peça e em um livro sobre as reações públicas e científicas ao conceito de paixão obsessiva.

Vida pessoal Tennov cresceu na cidade de Nova Iorque. Ela se casou em 1952 com o psicólogo Howard S. Hoffman e eles tiveram três filhos juntos, mas eles se divorciaram posteriormente. Seu filho Randall morreu de leucemia em 1993. Tennov era feminista, gostava de música clássica, jardinagem e de tocar piano (tendo possuído um Steinway), e tinha um pequeno cão branco "com um latido ensurdecedor". Ela afirma em suas obras reunidas que é "vítima de um transtorno que influencia negativamente as interações sociais" e que sofreu discriminação e sexismo no trabalho, apesar de ter se tornado professora titular. Ela morreu em 2007 em Harbeson, Delaware, aos 78 anos.

Publicações Tennov publicou vários livros de não ficção, artigos em revistas científicas e educacionais, resenhas de livros científicos, apresentações em encontros científicos, ensaios sobre aspectos das condições sociais das mulheres e uma peça premiada sobre a vida em um lar de idosos.

Psychotherapy: The Hazardous Cure; Abelard-Schuman; 1975 () Super Self: A Woman's Guide to Self-management; Funk & Wagnalls; 1977 () Love and Limerence; Scarborough House; 1979 () Love and Limerence: The Experience of Being in Love; Scarborough House; 1999 () A Scientist Looks at Romantic Love and Calls It "Limerence": The Collected Works of Dorothy Tennov; The Great American Publishing Society; 2005

Bibliografia

Categoria:Alunos da Universidade de Connecticut Categoria:Alunos do Brooklyn College Categoria:Norte-americanos de ascendência russa Categoria:Mortos em 2007 Categoria:Nascidos em 1929 Categoria:Psicólogas Categoria:Psicólogos dos Estados Unidos Categoria:Escritoras dos Estados Unidos do século XX