A Serra Vermelha é uma elevação geográfica de Portugal Continental, com 973 metros de altitude máxima no vértice geodésico da Povoinha. Localiza-se na província da Beira Baixa, inserida no concelho de Oleiros, no distrito de Distrito de Castelo Branco.

O maciço desenvolve-se numa orientação geral Nordeste-Sudoeste (NE-SW), fazendo parte do sistema montanhoso adjacente à vizinha Serra de Alvelos. Destaca-se regionalmente pelo seu excecional património arqueológico ligado à Pré-História Recente. Fazendo fronteira ao adjecente Rio Zêzere no sentido NE-SW picos como: Santa Maria Madalena 486 m, Serra de São Domingos 469 m, Viseu 677 m, Bravo 902 m, Cava 869 m, Serra do Carujo 778 m, Povoinha 973 m, Serra do Casal 736 m, Portela da Moira 958 m entre outros

Localização e Geografia A serra situa-se na transição entre o planalto beirão e as bacias hidrográficas que correm em direção ao rio Tejo, sendo delimitada a norte e oeste por vales profundos e encaixados associados à rede de drenagem do rio Zêzere. O seu ponto culminante situa-se no marco geodésico de Povoinha, a 970 metros de altitude. A nível orográfico, apresenta uma proeminência topográfica autónoma de cerca de 100 metros, estando o seu isolamento topográfico condicionado pelos cumes mais elevados da Serra de Alvelos (como o Cabeço da Rainha, a 1084 metros).

Geologia Inserida estruturalmente no Maciço Hespérico, a constituição geológica da Serra Vermelha é dominada por formações antigas do Complexo Xisto-Metavárquico (xistos e metagrauvaques) datados do Pré-Câmbrico ao Câmbrico. O relevo atual é resultado da erosão diferencial, evidenciando afloramentos de cristas quartzíticas duras e filões de quartzo que resistiram à degradação ao longo do tempo geológico, gerando encostas declivosas e solos delgados (litosolos).

Arqueologia e História A cumeada e os planaltos superiores da Serra Vermelha abrigam um importante núcleo arqueológico focado no megalitismo funerário e na arte rupestre da Pré-História Recente: Tumulus de Vale de Mós 1: Escavado por uma equipa multidisciplinar, revelou uma estrutura monticular (mamoa) de geometria circular com cerca de 4 metros de diâmetro, composta por um aterro de terra e fragmentos calibrados de quartzo, delimitado por um anel interno de lajes de metagrauvaque dispostas radialmente. No seu interior foi também identificado um fragmento de dormente de mó manual. Tumulus de Cimo dos Valeiros: Outro monumento tumular associado a rituais de sepultamento do período Neolítico. Arte Rupestre: Ao longo das cumeeiras, a presença de rochas gravadas ao ar livre corrobora o uso intenso destas montanhas como rotas de passagem, pastoreio e locais simbólicos desde o Calcolítico à Idade do Bronze.

Fauna e Flora A cobertura vegetal é fortemente marcada pela atividade silvícola contemporânea, predominando extensas manchas florestais de pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e áreas dispersas de eucalipto. Nas zonas declivosas e afloramentos quartzíticos onde a floresta não prosperou, desenvolve-se uma associação de matos mediterrânicos e de montanha, composta por estevas (Cistus ladanifer), urzes (Erica), queiroços e carqueja.

A fauna local inclui mamíferos comuns do centro de Portugal, tais como o javali, a raposa e o coelho-bravo. Entre a avifauna, a morfologia escarpada e os vales envolventes servem de área de caça e nidificação para aves de rapina, como o falcão-peregrino e o bútio-comum.

thumb|300px||Vista de Dornes e o pico da Melroinha

Turismo e Desporto A Serra Vermelha constitui um polo de atração para o turismo de natureza e desporto ativo no concelho de Oleiros. O relevo desafiante e a rede de caminhos florestais facilitam a prática de pedestrianismo (através de pequenas rotas sinalizadas) e de BTT (ciclismo de montanha). Adicionalmente, o património arqueológico atrai turismo cultural e científico, enquanto os miradouros naturais junto aos cumes oferecem pontos de observação da paisagem serrana da Beira Baixa.

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Ver também Serra de Alvelos Geopark Naturtejo Megalitismo em Portugal

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