miniatura|Duas pessoas, na mesma cabine de votação. O voto em família é uma forma de fraude eleitoral na qual membros da família entram juntos na cabine de votação e combinam, discutem ou orientam as intenções de voto. O voto em família viola a soberania do eleitor individual e os princípios do voto secreto inerentes a eleições livres e justas, ao permitir influência indevida e coerção durante o processo de votação. Essa prática também pode ocorrer no voto por correio.
No mundo Uma pesquisa realizada na Turquia em 2019 sugeriu que a prática de voto em família estava sendo subnotificada no país. Em 2023, o Reino Unido aprovou a Lei do Sigilo do Voto (Ballot Secrecy Act), tornando infração o ato de uma pessoa "acompanhar um eleitor até a cabine de votação ou posicionar-se próximo a um eleitor dentro da seção eleitoral com a intenção de influenciar a forma como ele exerce o seu voto".
Um outro sistema que também recebe o nome de "voto familiar", é o "voto Demeny", proposto pelo demógrafo húngaro Paul Demeny em 1986. Nele, os pais votam pelos filhos que ainda não têm idade legal para votar.
No Brasil No Brasil, esse tipo de aglomeração dentro do local de votação é proibida, e a legislação eleitoral especifica que não é permitido "portar aparelhos celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro das cabines". A medida foi criada principalmente para dificultar a compra de votos, um crime eleitoral cuja prática já lançou mão até de óculos inteligentes no registro da escolha do eleitor.
Outro tipo de "votação em família" é defendido pelo Partido Missão em sua cartilha ideológica (o "Livro Amarelo"), sob o nome de "democracia familiar" ("um voto por família"). Esta seria uma tática empregada para suprimir o voto feminino; inclusive, Orlando Lima, um dos líderes do Missão, já declarou considerar que "o sufrágio universal é o maior problema da democracia".
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