O Anel Rodoviário (oficialmente, Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo) é uma importante via expressa localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Construído na década de 1950, seu objetivo inicial era desafogar o crescente tráfego de veículos de carga da área central de Belo Horizonte. A rodovia possui cerca de 27 quilômetros de extensão, recebendo um fluxo diário que ultrapassa a marca de 150 mil veículos, consistindo em um corredor logístico e urbano vital que conecta diferentes regiões da capital.
Traçado e Características left|thumb|250px|Vista do Anel através do viaduto da Avenida Carlos Luz. O traçado da via inicia-se na junção das rodovias BR-262 e BR-381, nas imediações dos bairros Goiânia e Nazaré, na Região Nordeste, terminando no entroncamento da BR-040 com a BR-356, no bairro Olhos d'Água (Região Oeste). A função principal do Anel Rodoviário é permitir o trânsito de travessia pela capital sem a necessidade de ingresso no Centro, servindo também para o deslocamento rápido entre diferentes polos da própria metrópole.
O Anel cruza algumas das principais artérias viárias da cidade, incluindo a Linha Verde (Cristiano Machado), a Antônio Carlos, a Catalão, a Pedro II, a Via Expressa e a Avenida Amazonas. A dinâmica de composição das vias federais é peculiar: a BR-040 adentra a região metropolitana vinda de Brasília pelo bairro Califórnia, a noroeste do centro de Belo Horizonte. O trecho conjunto da BR-262 e da BR-381 segue até a confluência com a BR-040 e com a Avenida Vereador Cícero Ildefonso. A partir deste ponto, o trecho de sobreposição das três rodovias estende-se até o cruzamento com a Avenida Amazonas, onde a BR-040 passa a seguir de forma isolada até o fim do Anel. Popularmente, muitos chamam o Anel Rodoviário apenas de "BR-262", termo que é preservado na cultura local e nos endereços comerciais mesmo em trechos onde essa rodovia não está mais presente (visto que ela segue justaposta à BR-381 rumo a Contagem e Betim).
Problemas crônicos e acidentes O percurso notabilizou-se historicamente por seus índices de acidentes, chegando a concentrar 45,5% das ocorrências registradas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) na região metropolitana no início da década de 2010. Os acidentes são particularmente severos no trecho de 5 quilômetros de acentuado declive entre os bairros Olhos d'Água e Betânia.
Ademais, a via convive com o problema do alto número de ocupações desordenadas e irregulares localizadas próximas às pistas. Durante décadas, obras de reforma e revitalização encontraram fortes obstáculos, frequentemente suspensas ou adiadas devido a entraves judiciais e burocráticos, denúncias de desvio de verbas, além dos desafios sociais atrelados à remoção de milhares de famílias instaladas na faixa de domínio.
Municipalização Após mais de 40 anos sob gestão federal por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e em resposta a uma demanda histórica da população para alinhar a estrutura viária às diretrizes de planejamento urbano locais, foi acordada e formalizada a transferência de gestão do Anel Rodoviário para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em 2024, por iniciativa do prefeito Fuad Noman.
Com a transição, a prefeitura lançou o "Projeto Transformador Novo Anel", criando um modelo de gestão específico sob tutela da Secretaria Municipal de Mobilidade. A finalidade do projeto abrangeu um conjunto de intervenções operacionais e de infraestrutura. No escopo das obras iniciais da municipalização, alinharam-se investimentos conjuntos, com repasses iniciais do governo federal em torno de 60 milhões de reais destinados à construção de novos elevados — como os viadutos sobre a Via Expressa (no bairro Califórnia) e sobre a BR-040 (no bairro Olhos D'Água) —, alargamento de múltiplos viadutos ao longo do anel (como os da Antônio Carlos e Cristiano Machado), e a ampliação contínua das áreas de escape para garantir maior segurança a veículos com falhas mecânicas.
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Notas
Categoria:Rodovias de Minas Gerais Categoria:Transportes de Belo Horizonte