Cerro Corá é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, com área territorial de 394 km². Distante da capital cerca de 150 km, tem seu acesso, a partir de Natal (Capital), efetuado através das rodovias BR-226 e RN-203. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2017 sua população estimada é de em habitantes.

Localiza-se à latitude 6°2'45 sul e à longitude 36°20'45 oeste, e sua sede fica a 575 metros de altitude.

Geografia O município de Cerro Corá tem uma população estimada em 2017 de 11.344 habitantes, distribuídos em 393,569 km² de área.

Clima A temperatura média anual em Cerro Corá é 23.1 °C. A pluviosidade média anual é 592 mm. Quando comparados, o mês mais seco tem uma diferença de precipitação de 152 mm em relação ao mês mais chuvoso.

Formação vegetal A vegetação do município de Cerro Corá é predominantemente de caatinga, marcada pela presença de xerófilas, jurema preta, facheiro, mandacaru, xique-xique, pereiros, imburanas e outras plantas regionais.

- Caatinga hiperxerófila - vegetação de caráter mais seco, com abundância de cactáceas e plantas de porte mais baixo e espalhado. Entre outras espécies destacam-se a jurema-preta, mufumbo, faveleiro, marmeleiro, xique-xique e facheiro.

- Floresta subcaducifólia - vegetação que se caracteriza pela queda das folhas das árvores durante o período seco.

Hidrografia O município de Cerro Corá possui 80,72% de seu território inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Potengi, 7,35% nos domínios da bacia hidrográfica Piranhas-Açu e 11,93% nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Cear á-Mirim, sendo banhado pela sub-bacia do Rio Poço dos Cavalos.

- O abastecimento d’água da cidade é feito através da Adutora Cerro Corá. O município conta ainda com o histórico Açude Pinga, com capacidade para 4 milhões de metros cúbicos d’água.

Solo e relevo Situada na Serra de Santana, no Planalto do Borborema, tem relevo bastante acidentado composto por serras e chapadas, apresentando poucas áreas planas. O solo predominante no município é raso e pedregoso, devido a presença, em larga escala, de xistos, biotitas e granadas na sua composição. Trata-se, portanto, de um litossolo.

Solos Litólicos Eutróficos - fertilidade natural alta, textura arenosa e/ou média, fase pedregosa e rochosa, relevo suave ondulado, bem a acentuadamente drenados, rasos.

Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico - fertilidade natural baixa, textura m édia, fortemente drenado, relevo plano, muito profundo. Uso: nas áreas onde predominam os solos Litólicos Eutróficos, a agricultura é quase inexistente, cultivando-se apenas algodão arbóreo, milho e feijão, em pequenas áreas. As limitações ao uso agrícola decorrem da falta d’ água, grande susceptibilidade a erosão, além do impedimento ao uso de máquinas agrícolas, face a pedregosidade, rochosidade e pequena profundidade destes solos.

Atividades econômicas

+Tabela 85 - Perfil da pecuária municipal - 2015 Cerro Corá - RNMesorregião: Central Potiguar Microrregião: Serra de SantanaEspecificação Quantidade Participação (%)EstadualMesorregionalMicrorregionalEfetivo dos rebanhos em 31.12.15Categorias Grande Porte (Bovinos / Bubalinos / Equinos) 4 2920,41,58,1Médio Porte (Suínos / Caprinos / Ovinos) 6 2230,41,18,8Pequeno Porte (Galináceos / Codornas) 17 0910,43,111,3 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal 2015.

Clima serrano O clima apresenta-se frio e úmido no inverno e temperado e seco no verão. O período mais frio do ano compreende os meses de junho a agosto, podendo atingir a temperatura mínima de 17 °C durante a noite.

Pontos turísticos Nascente do rio Potengi No município de Cerro Corá está localizada a nascente do rio Potengi, o principal curso de água do estado do Rio Grande do Norte. O rio nasce a mais de 500 metros de altitude e viaja 176 quilômetros até chegar a sua foz no município de Natal/RN onde desemboca no oceano Atlântico. Na capital do estado, marca a divisão entre a região norte e o restante da cidade.

Étimo O nome Potengi foi dado pelos índios potiguares, apelidados de “comedores de camarão”, que viviam em uma grande aldeia à sua margem esquerda. Em tupi, Poti-gí, rio dos camarões.

Referências

Categoria:Municípios do Rio Grande do Norte Categoria:Fundações no Rio Grande do Norte em 1953