Ribeirão Pires é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana de São Paulo, integrando um grupo de municípios conhecidos como Região do Grande ABC, na Zona Sudeste da Grande São Paulo, em conformidade com a Lei Estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). A população estimada em 2021 era de 125.238 habitantes e a área é de 99 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1262,80 hab./km². O município é formado pela sede e pelos distritos de Jardim Santa Luzia e Ouro Fino Paulista.
Estância turística
Ribeirão Pires é um município turístico desde 1998. Sua luta para se tornar estância turística tem origem em 1959, quando a cidade se consolida como destino de veraneio de santistas e paulistanos. Em 1985, após vários investimentos e criação de pontos turísticos, tornou-se Município de Interesse Turístico (MIT), até que, em dezembro de 1998, alcança o sonhado título de Estância Turística. Rica em atrativos culturais, recursos hídricos e paisagens naturais, a cidade é hoje a única da Região Metropolitana de São Paulo a ostentar esse título e está entre os 29 municípios paulistas considerados Estâncias Turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.SÃO PAULO (Estado). Lei Estadual nº 10.130, de 09 de dezembro de 1998: transforma em Estância Turística o município de Ribeirão Pires. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/norma/?id=7378 Tal status garante uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Topônimo Toponímia antiga No século XVI, a área de Ribeirão Pires estava situada em uma extensa comunidade tupi chamada Geribatiba, que significa "lugar de muitas palmeiras". A região atual de Ribeirão Pires servia apenas como local de passagem, tanto para os tupis quanto para os portugueses que chegaram em 1532. O centro dessa comunidade estava perto do Rio Pinheiros, onde hoje é o Aeroporto de Congonhas.
No século XVII, a região passou a se chamar Caguaçu, que em guarani significa "Floresta Grande". A ocupação era esparsa e essencialmente rural, sem sinais de urbanização significativa. A Capela de Nossa Senhora do Pilar, preservada até hoje, é um dos poucos testemunhos dessa época e está ligada à epopeia dos bandeirantes no Ciclo do Ouro.
Toponímia atual O nome Ribeirão Pires vem da compra de terras chamadas Sítio do Ribeirão Pires no século XIX. Nenhum dos donos tinha o sobrenome Pires, e a origem do nome ainda é incerta. Historiadores tentaram ligá-lo a figuras como Salvador Pires e Antônio Pires de Ávila, mas essas teorias são controversas e sem provas.
História Tornou-se município em 30 de dezembro de 1953,SÃO PAULO (Estado). Lei Estadual nº 2.456, de 30/12/1953: Dispõe sobre o Quadro Territorial, Administrativo e Judiciário do Estado, para o quinquênio 1954/1958 e dá outras providências. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/norma/?id=32428 quando foi desmembrada de Santo André. Sua data oficial de emancipação político administrativa foi instituída em 1º de janeiro de 1954 pela Lei Municipal 2.463/1983RIBEIRÃO PIRES (Município). Lei Municipal n.º 2.463, de 06 de julho de 1983: oficializa a data de Emancipação Político-Administrativa do Município. Disponível em: http://leismunicipa.is/coqew, sendo comemorado o seu aniversário no dia 19 de março, em homenagem a São José, Padroeiro da Cidade.
Geografia Municípios limítrofes Seus municípios limítrofes são Ferraz de Vasconcelos (ao norte), Suzano (a nordeste), Rio Grande da Serra (a sudeste e sul), Santo André (a sudoeste) e Mauá (a noroeste).
Hidrografia O município é cortado pelo Ribeirão Grande, que nasce no Pilar Velho e desce, em vazante, pela atual Av. Prefeito Valdírio Prisco até fazer barra na Represa Billings. Além disso, a cidade possui uma grande quantidade de nascentes, que sustentam o comércio de água, uma das grandes atividades econômicas do município. A cidade é banhada pelos rios Guaió e Taiaçupeba e pela Represa Billings, além dos dois ribeirões citados.
Diferença entre o "Ribeirão Pires" e o "Ribeirão Grande" O uso do termo "Rio Ribeirão Pires" para se referir ao Ribeirão Grande parece ter se consolidado por influência política e do costume popular. A expressão, que surge pela primeira vez em 1957, é historicamente incorreta e tecnicamente inadequada, já que combina "rio" e "ribeirão", dois corpos d'água completamente diferentes tanto em volume fluvial como em extensão.
Fontes históricas, como os mapas do final do século XIX preservados no Arquivo Público e no Museu da Imigração de São Paulo, indicam que o Ribeirão Grande tem nascente no bairro do Pilar Velho. Já o Ribeirão Pires aparece na planta do Sítio do Ribeirão Pires (1898) e é identificado como um curso d'água que banha o noroeste da cidade, atrás do Morro Santo Antônio, em paralelo ao traçado da atual Avenida Rotary.
A existência do Ribeirão Grande também é registrada no relatório de obras da São Paulo Railway de 1867, que menciona o revestimento em pedra dos taludes da ponte férrea sobre o referido córrego. Essa ponte, preservada até hoje, localiza-se próxima à Rua Capitão José Gallo, confirmando a identificação correta desse curso d'água com o nome Ribeirão Grande. +Ribeirão PiresRibeirão Grandecentro|330x330px|Ribeirão Pires (aquífero), visto a partir da Avenida Rotary.|semmolduracentro|330x330px|Foto do Ribeirão Grande (2004), banhando o Centro de Ribeirão Pires.|semmolduraRibeirão Pires: é um pequeno aquífero, porém é o que dá nome à cidade. Banha a região noroeste, com nascente próxima à divisa com Mauá, compreendendo a região das vilas Bocaina, Sueli e Belmiro. Corre em paralelo à Avenida Rotary e em transversal ao Rodoanel Governador Mario Covas Junior, passando por trás do Morro Santo Antônio e desaguando no Ribeirão Grande.Ribeirão Grande (antigo Iguaçu): é o maior e mais visível aquífero da cidade (por esta razão é confundido com o Ribeirão Pires). O Ribeirão Grande corta vários bairros, incluindo toda a região central (trecho canalizado) e a Avenida Pref. Valdírio Prisco (antiga Brasil). Tem nascente no Pilar Velho.Nascente: Bocaina (Parque Aliança)Nascente: Pilar VelhoFoz: Ribeirão Grande (pela margem direita)Foz: Represa Billings (Braço Rio Grande/Jurubatuba)
Clima
Ribeirão Pires situa-se a uma altitude média de 800 metros. O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso, e inverno ameno e de poucas chuvas, embora a umidade do oceano muitas vezes forma a típica neblina nas tardes de inverno, deixando o ar úmido e provocando garoa. A média de temperatura anual gira em torno dos 18°C, sendo o mês mais frio julho (Média de 15°C) e o mais quente fevereiro (Média de 22°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400mm.
Demografia População
Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 65.501 brancos (56,68%), 40.382 pardos (34,94%), 8.336 pretos (7,21%), 1.145 amarelos (0,99%) e 194 indígenas (0,17%).
Dados demográficos +Censo 2000Censo 2022População total104.508População total115.559Área territorial107Km2Área territorial98,972Km2Densidade demográfica1.053,51Densidade demográfica1.167,59Mortalidade infantil18,38Mortalidade infantil8,72Expectativa de vida69,93Expectativa de vidaTaxa de fecundidade2,00Taxa de fecundidadeTaxa de alfabetização94,55%Taxa de alfabetização97,4%IDH-M0,784IDH-M Renda0,757IDH-M RendaIDM-M Longevidade0,749IDM-M LongevidadeIDM-M Educação0,915IDM-M Educação
Religião De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 78,04% da população do município é cristã, sendo 48,37% católicos e 29,67% evangélicos. Outras religiões representam 10,92% da população total.
O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
Igreja Católica A igreja faz parte da Diocese de Santo André. A maior parte da população de Ribeirão Pires se declara católica, de acordo com o Censo 2010 IBGE. A paróquia de São José, erigida em 1911, conhecida como Igreja da Matriz, situada no centro da cidade é a principal igreja do município, que conta também com outras paróquias, como a Paróquia de Sant'Anna, que coordena outras capelas, Capela Sagrado Coração de Jesus (uma das mais novas e maiores capelas da cidade), Capela São Francisco de Assis, Capela Santa Rita de Cássia e Capela São Judas Tadeu (capela particular da fábrica de móveis Bartira). Entre outras paróquias em destaque com festividades temos a Igreja de Santo Antônio e a Igreja do Pilar, onde todos os anos se realiza a mais importante festa oficial do município, a festa do Pilar.
Igrejas Evangélicas Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém. Congregação Cristã no Brasil. Igreja Anglicana no Brasil.
Outras religiões O município conta também com adeptos de muitas outras religiões como a umbanda, candomblé, espiritismo, e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Além das Testemunhas de Jeová, das quais a cidade é sede de grandes encontros religiosos, pois construíram o primeiro Salão de Assembleias do Brasil na década de 70, no bairro da Vila Nova Suíça.
Política e administração Instalada em 1º de janeiro de 1954, a cidade de Ribeirão Pires realizou a primeira eleição municipal em 3 de outubro do mesmo ano. Concorreram ao cargo Arthur Gonçalves de Souza Júnior (então vereador em Santo André) e Euclides Menato. Venceu o primeiro, com margem pequena de vantagem. Na época, o eleitor podia votar separadamente no prefeito e no vice-prefeito. Para este cargo, venceu Lucas Ângelo Arnoni. No dia 1º de janeiro de 1955, a cidade passou a ser efetivamente governada de forma autônoma.
Governo
Cidades-irmãs As cidades-irmãs de Ribeirão Pires estão regulamentadas por lei, conforme relação abaixo.
Hissarayashi, Japão: Lei Municipal nº 4.130, de 15 de dezembro de 1997 Ikaruga, Japão: Lei Municipal n.º 6.277, de 06 de agosto de 2018 Chechelnyk, Ucrânia: Lei Municipal n.º 6.906, de 26 de outubro de 2023
Infraestrutura Mobilidade Transporte coletivo Como quase todas as cidades que fazem parte da Região Metropolitana de São Paulo, o município tem seus limites conturbados (formam uma área urbana contínua), o que faz com que a maioria de seus habitantes trabalhe em cidades vizinhas, especialmente as do ABC Paulista. Esta característica fez com que o município desenvolvesse um sistema de transportes coletivos diferenciado, com picos de utilização na parte da noite e do começo do dia, que indiretamente incorpora inclusive as redes (intermunicipais) de trens da CPTM e de ônibus da EMTU.
Sendo assim, podemos dizer que o sistema de transporte coletivo de Ribeirão Pires é formado por:
Ônibus Municipais (operados por uma empresa particular - Suzantur Ribeirão Pires) e com pontos centralizados no Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires (TERRP). Esta centralização levou à implantação do sistema de integração no qual os usuários podem trocar de ônibus para seguir viagem. O TEERP também recebe ônibus intermunicipais e interestaduais que servem algumas regiões de São Paulo como os Litorais Norte e Sul e o Vale do Paraíba.